Depois do sim da família, começa uma corrida contra o relógio para viabilizar a doação de órgãos
Processo envolve confirmação da morte encefálica, avaliação dos órgãos, definição de receptores e logística para que o transplante aconteça a tempo São Paulo, setembro de 2026 – Quase metade das famílias entrevistadas para autorizar a doação de órgãos no Brasil ainda diz não. Em 2025, foram 4.200 recusas, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas no País . Ao mesmo tempo, o sistema brasileiro contabilizou 4.321 doadores efetivos, o maior número já registrado, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Quando a resposta é sim, começa uma operação que pouca gente conhece. Médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, equipes de terapia intensiva, centrais de transplantes, cirurgiões e profissionais de logística entram em ação de forma coordenada. Em alguns casos, são poucas horas entre a retirada do órgão e o transplante. O processo começa com a confirmação da morte encefálica. Segundo o Ministério da Saúde, ela corresponde à ...