Pular para o conteúdo principal

Wolf Alice lança o single "Bloom Baby Bloom" e anuncia novo disco, "The Clearing", para agosto de 2025

 Quarteto londrino investe em canção roqueira e dançante, em que se destaca a performance vocal de Ellie Rowsell


 

Acabou a espera! A cultuada banda britânica Wolf Alice está de volta, depois de três anos, com o single “Bloom Baby Bloom” e o esperado anúncio de seu quarto disco de estúdio, “The Clearing”, que tem lançamento confirmado para o dia 29 de agosto pela gravadora Sony Music, casa da banda em todo o mundo. Composto em Seven Sisters, na costa britânica, e gravado em Los Angeles com o consagrado produtor (e vencedor do Grammy) Greg Kurstin, o novo disco mostra em que ponto está o Wolf Alice em 2025, quando se completa uma década de seu lançamento de estreia, “My Love Is Cool”: a banda entrega um punhado de canções que transbordam ambição, criatividade e emoção.

CONFIRA:
Album: https://wolfalice.lnk.to/the-clearing
Single: https://wolfalice.lnk.to/bloom-baby-bloom
Video: https://wolfalice.lnk.to/bbb-video

“Bloom Baby Bloom” marca o início de uma nova era. A música, que traz um primeiro sabor do disco “The Clearing”, é uma ode ao crescimento, à evolução e à expansão na vida, na música e na arte. Com seu riff hipnótico de baixo e piano, a primeira canção da banda em três anos é uma visita esperta e sem testosterona ao rock pesado. “Eu queria um rock, focar no elemento performático e cantar como Axl Rose, mas em uma música sobre ser mulher”, observa a cantora Ellie Rowsell, que brinca de diva pop no clipe. “Já usei a guitarra; tocá-la talvez tenha sido uma forma de rejeitar o clichê da ‘banda com cantora’, mas agora eu queria me concentrar na voz como um instrumento no rock, então foi libertador largar a guitarra e chegar a um ponto em que sinto que não preciso provar que sei tocar”.

O videoclipe de “Bloom Baby Bloom”, também disponível, é uma colaboração da banda com o renomado diretor Colin Solal Cardo, famoso por trabalhos com Charli XCX, Robyn, Christine & The Queens e Phoenix. O vídeo desconstrói uma performance de rock clássico com coreografias no estilo de Bob Fosse e “All That Jazz”, com Ellie brilhando no meio de dançarinos coreografados por Ryan Heffington (Euphoria, Sia, Kenzo + Margaret Qualley), vencedor do Emmy. “Vou florescer, baby, florescer/ Assista e você perceberá o meu valor/ Oh, apenas respire, baby, respire/ Toda flor tem que crescer em meio às ervas daninhas”, diz a letra.

O quarteto Wolf Alice passou por muito desde que surgiu, no norte de Londres, em 2013, como uma jovem banda que olhava a chegada de sua própria geração em um espelho. Em seu quarto álbum, “The Clearing”, os quatro atingem o auge de seus poderes, já elevados ao status de banda-símbolo de sua geração.

Enquanto a euforia de seu álbum de estreia, “My Love Is Cool” – em que se destacava “Moaning Lisa Smile”, indicada ao Grammy –, compôs a trilha sonora perfeita da experiência da juventude em seus primeiros passos na música, o álbum seguinte, “Visions Of A Life” (2018), consolidou sua ascensão com um Mercury Music Prize, antes da dor prazerosa de “Blue Weekend”, de 2022, e seu Brit Award de Melhor Grupo. No processo, a vocalista Ellie Rowsell se consagrou nas canções como cronista, tecendo pérolas sobre as dores e delícias de se ter vinte e poucos anos. O Wolf Alice também esteve nos palcos de todo o mundo, em turnês com ingressos esgotados por festivais diversos e como atração de abertura para artistas como o astro pop Harry Styles.

No próximo verão europeu, a banda já tem compromisso no festival Big Weekend da rádio BBC, além de se apresentar no lendário Glastonbury, na mesma noite que Rod Stewart, The Prodigy e Olivia Rodrigo.

Lúdico e sério, irônico e direto, “The Clearing” é parte de uma mudança progressiva em uma banda cuja exploração do amor, da perda e da conexão humana já traduziu a experiência do amadurecimento para uma geração inteira. É um álbum clássico de pop-rock, que remete aos anos 1970 sem deixar de ter raízes sólidas no presente. Se o Fleetwood Mac compusesse um disco hoje, no norte de Londres, o ouvinte chegaria perto desta série de faixas grandiosas, mas que soam naturais, sem esforço, cada uma tão marcante quanto a anterior. Sonoramente, não há desperdício nem histeria; apenas as melodias mais impositivas que a banda já criou. É um novo começo, e cada integrante (além de Ellie, Joff Odie na guitarra, Theo Ellis no baixo e Joel Amey na bateria) sente isso tão intensamente quanto os ouvintes.

No centro do álbum está a narrativa poética em constante evolução de Ellie, ao lado do desejo natural de que os quatro se divirtam, seguros de sua ambição e capacidade. “The Clearing” encapsula aquela sensação libertadora de encontrar um momento de paz e clareza, tendo sobrevivido à frivolidade desenfreada dos 20 anos e emergindo para o futuro. Bem-vindos a um retrato do Wolf Alice à beira de uma nova década, tanto na vida quanto na arte. Podem admirar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Jurassic Safari Experienc

Caixa Cultural Curitiba apresenta Pizindim, show em homenagem a Pixinguinha

  Grupo Ordinarius apresenta show Pizindim, em homenagem a Pixinguinha, na Caixa Cultural Curitiba. Foto: Bruno Braz Uma boa notícia para os amantes do choro, a  Caixa Cultural Curitiba  vai receber o  grupo vocal carioca Ordinarius  com o  show Pizindim , que  homenageia  o maior nome brasileiro do gênero:  Pixinguinha.   Serão  quatro apresentações,  de  01 a 04 de agosto,  de  quinta a sábado, às 20h e no domingo, às 19h . Os  ingressos  custam  R$30 e R$15  (meia entrada).   Em 2023, ano em que se comemorou o cinquentenário de morte do  compositor, arranjador, maestro e instrumentista brasileiro, o grupo realizou turnê na Caixa de Recife (PE) com casa lotada em todas as apresentações.   O nome do show Pizindim se refere ao apelido do músico dado pela avó materna e significa 'menino bom' de acordo com um dialeto africano.   O repertório reúne clássicos como 'Carinho...

Teatro Guaíra reúne todos corpos artísticos em "O Quebra-Nozes"

  Pela primeira vez, os quatro corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra se reúnem para um espetáculo de fim de ano. Balé Teatro Guaíra, Escola de Dança Teatro Guaíra, G2 Cia de Dança Teatro Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná apresentam “O Quebra-Nozes” no palco do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) entre 14 e 20 de dezembro. Ao todo são mais de 150 artistas em ação, além de toda a equipe técnica que faz mágica nos bastidores. A venda de ingressos inicia a partir das 10h30 desta quarta-feira (29). Esta será a terceira montagem de O Quebra-Nozes. A peça foi das primeiras montagens do Balé Teatro Guaíra nos anos 80, com a coreografia de Carlos Trincheiras. Nos anos 2000, sob a direção de Carla Reinecke, o Balé se uniu à Orquestra. As duas foram montagens clássicas e muito marcantes na trajetória do Teatro Guaíra. “O convite agora é para um espetáculo multilinguagem, um símbolo da retomada da nossa capacidade de público após tantas restrições, a celebração de ...