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Comovente e grandioso: WOLF ALICE lança "The Clearing" e apresenta o single "Just Two Girls"

 

Confira: https://wolfalice.lnk.to/theclearing
Assista: https://www.youtube.com/@wolfaliceband

A espera foi longa, mas o dia chegou. Hoje, dia 22 de agosto de 2025, a banda britânica Wolf Alice lança seu aguardado quarto álbum de estúdio, The Clearing, junto com o single “Just Two Girls”, pela Sony Music.

A cantora Ellie Rowsell – que assume sem medo sua porção diva ao estampar a capa do disco – apresenta a faixa: “Eu me inspirei em uma saída para jantar com amigos — em momentos diferentes, só um a um. Percebi o quanto eu dizia: ‘Meu Deus, você tem toda razão!’. E achei muito legal ver o quanto essas conversas com as minhas amigas são válidas, o quanto me apoio nesses papos. Acho que venho tentando entender muitas coisas, como envelhecer. Estamos em tempos estranhos, em que se pensa demais na aparência. E essas são coisas que você discute com suas amigas e, de repente, não se sente mais tão mal em relação a elas. Achei que valia uma música.”

Após um potente trio de singles, “Bloom Baby Bloom”, “The Sofa” e o mais recente, “White Horses” — cada um levando a uma direção sonora distinta —, The Clearing chega como um momento de cristalização para uma das bandas mais criativas e eletrificadas com emoção do Reino Unido.

Composto em Seven Sisters, ao Norte de Londres, e gravado em Los Angeles com o consagrado produtor (e vencedor do Grammy) Greg Kurstin, o novo disco mostra em que ponto está o Wolf Alice em 2025, quando se completa uma década de seu lançamento de estreia, “My Love Is Cool”: a banda entrega um punhado de canções que transbordam ambição, criatividade e emoção. É um álbum clássico de pop-rock que remete aos anos 1970, mas permanece firmemente enraizado no presente. Se o Fleetwood Mac compusesse um álbum hoje no Norte de Londres, o resultado poderia soar como esta coleção de canções, cada uma com sua própria vida e identidade. A banda comemorou com um show histórico de lançamento no Dublin Castle, em Camden, solo sagrado para um artista cujo impacto em sua terra natal, o norte de Londres, é imensurável. A festa se estendeu a um evento pop-up, onde os fãs puderam ouvir o álbum antecipadamente e acessar produtos exclusivos – os brasileiros também ganharam sua audição, em uma festa-surpresa em São Paulo. Foi veiculada ainda a apresentação da banda no programa “Jimmy Kimmel Live!” com o irresistível primeiro single, “Bloom Baby Bloom”.

Em sua essência, The Clearing é um disco que trata da chegada — não um destino, mas uma sensação de paz com a jornada. Seja o questionamento de “Thorns”, a nostalgia ardente de “Leaning Against The Wall” ou a intimidade crua de “Play It Out”, cada faixa mapeia um ponto de referência na evolução da banda. Um álbum marcante tanto em conceito quanto em execução, The Clearing é menos uma reinvenção do que um reconhecimento de todas as capacidades da banda: feroz, porém frágil; lúdica, porém profunda. Em destaque está a narrativa poética em constante evolução de Ellie, juntamente com um desejo inato dela, de Joff, de Theo e de Joel de se divertirem, seguros de sua ambição e capacidade.

Da euforia contínua de “Bread Butter Tea Sugar” à aceitação segura de “The Sofa”, o disco captura uma banda sem medo de ir mais longe.
Este é o Wolf Alice em pleno comando – não mais buscando, mas entrando confiante em um novo capítulo.

O nome do álbum serve tanto como uma declaração de missão silenciosa quanto como uma peça central emocional. Ele encontra o quarteto meditando sobre o que resta quando a incerteza, as inseguranças e a autodepreciação dos 20 anos desaparecem. O sentimento – “Saiba quem eu sou, isso é importante para mim. Faça o que puder para ver a floresta por entre as árvores” (White Horses) – é menos uma declaração de triunfo do que de pacífica aceitação. The Clearing é o trabalho mais completo e comovente do Wolf Alice até hoje.

O Wolf Alice passou por muito desde que surgiu, no norte de Londres, em 2013, como uma jovem banda que olhava a chegada de sua própria geração em um espelho. Em The Clearing, os quatro atingem o auge de seus poderes, já elevados ao status de banda-símbolo de sua geração.

Enquanto a euforia de seu álbum de estreia, “My Love Is Cool” – em que se destacava “Moaning Lisa Smile”, indicada ao Grammy –, compôs a trilha sonora perfeita da experiência da juventude em seus primeiros passos na música, o álbum seguinte, “Visions Of A Life” (2018), consolidou sua ascensão com um Mercury Music Prize, antes da dor prazerosa de “Blue Weekend”, de 2022, e seu Brit Award de Melhor Grupo. No processo, a vocalista Ellie Rowsell se consagrou nas canções como cronista, tecendo pérolas sobre as dores e delícias de se ter vinte e poucos anos. O Wolf Alice também esteve nos palcos de todo o mundo, em turnês com ingressos esgotados por festivais diversos e como atração de abertura para artistas como o astro pop Harry Styles. Após um verão repleto de shows históricos em festivais, no Primavera Sound, no Radio 1's Big Weekend e em Glastonbury, a banda promoverá The Clearing com uma turnê esgotada pela América do Norte, Europa, Reino Unido e Irlanda, atuando como atração principal em alguns dos maiores palcos de sua carreira até hoje, como a O2 Arena de Londres.

Lúdico e sério, irônico e direto, The Clearing é parte de uma mudança progressiva em uma banda cuja exploração do amor, da perda e da conexão humana já traduziu a experiência do amadurecimento para uma geração inteira. Sonoramente, não há desperdício nem histeria; apenas as melodias mais impositivas que a banda já criou. É um novo começo, e cada integrante (além de Ellie, Joff Odie na guitarra, Theo Ellis no baixo e Joel Amey na bateria) sente isso tão intensamente quanto os ouvintes.

No centro do álbum está a narrativa poética em constante evolução de Ellie, ao lado do desejo natural de que os quatro se divirtam, seguros de sua ambição e capacidade. “The Clearing” encapsula aquela sensação libertadora de encontrar um momento de paz e clareza, tendo sobrevivido à frivolidade desenfreada dos 20 anos e emergindo para o futuro. Bem-vindos a um retrato do Wolf Alice à beira de uma nova década, tanto na vida quanto na arte.


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