Empresas que investem em bem-estar colhem resultados em performance cognitiva



 Selos ajudam a reconhecer organizações com bons indicadores de saúde emocional e práticas de cuidado no ambiente de trabalho

A saúde mental se tornou assunto fixo na relação com trabalho, produtividade e retenção de profissionais nas empresas, principalmente após a aprovação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1). Em áreas como Tecnologia da Informação, em que prazos curtos, mudanças frequentes, conexão constante e pressão por entregas fazem parte da rotina, cuidar do bem-estar das equipes exige ações concretas para que o negócio não vire, inclusive, prejuízo. Custos globais com saúde mental e distúrbios cerebrais atingem US$ 5 trilhões por ano e o valor pode triplicar até 2030, segundo o estudo "Creating Workplace Environments that Support Brain Health" ("Criando ambientes de trabalho que apoiam a saúde cerebral"), desenvolvido pela Sodexo em parceria com a Social Impact Partners e a Global Brain Health Initiative.

Por sua vez, um dos movimentos que acompanha o fenômeno é o crescimento de avaliações voltadas à saúde mental no trabalho. Entre elas está o Great People Mental Health, certificação que analisa comentários abertos dos colaboradores e utiliza fundamentos da neurociência organizacional para levantar indicadores relacionados ao bem-estar emocional e à experiência profissional.

A Gateware, empresa de tecnologia, acaba de conquistar a certificação pela segunda vez consecutiva. Na avaliação mais recente, registrou índice de bem-estar emocional de 85 pontos, enquanto a média do mercado foi de 74.

O resultado também colocou a empresa no melhor quadrante de performance cognitiva, chamado de zona de fluxo, que reúne alta performance cognitiva e níveis elevados de bem-estar. E o que vem sendo feito para se conquistar patamar tão satisfatório?

Para a área de Pessoas & Cultura, o dado demonstra que equipes submetidas a bons ambientes emocionais podem apresentar melhores condições para concentração, colaboração e tomada de decisões.

“Quando falamos de saúde mental no trabalho, é preciso observar como as pessoas estão performando, se existe autonomia, reconhecimento, protagonismo, espaço para expor ideias e apoio da liderança para lidar com os desafios. Quando esses fatores estão presentes, a empresa consegue proporcionar um ambiente em que o profissional consegue trabalhar melhor, se desenvolver e ver sentido naquilo que está fazendo”, afirma Taline Klinguelfus, Gerente de Marketing e Pessoas & Cultura da Gateware.

A avaliação do Great People Mental Health considera diferentes dimensões da experiência profissional, como realização, justiça, reconhecimento, autonomia, sentido do trabalho e relacionamento entre as pessoas.

Esses fatores estão diretamente relacionados à maneira como os profissionais percebem o ambiente em que trabalham. Quando existe reconhecimento pelo esforço, autonomia para executar as atividades, relações positivas e percepção de que o trabalho produz resultados mensuráveis, as condições para o engajamento tendem a ser melhores.

Na Gateware, os melhores resultados da avaliação apareceram nos aspectos relacionados a reconhecimento e propósito. A análise também identificou o desempenho da equipe no quadrante de alta performance cognitiva e bem-estar elevado.

O patamar alcançado não significa que o trabalho termina com a obtenção da certificação. Os indicadores servem para identificar pontos que precisam continuar sendo acompanhados, sempre com foco na melhoria contínua.

“Um indicador positivo mostra que determinadas práticas estão funcionando e que precisamos continuar acompanhando as pessoas. O objetivo é preservar o equilíbrio entre desafios, autonomia, desempenho e bem-estar”, explica Taline.

Pelas suas características, o setor de tecnologia apresenta fatores que podem aumentar a pressão sobre os profissionais. A necessidade de permanecer conectado por longos períodos pode dificultar a separação entre trabalho e descanso. No modelo remoto ou híbrido, essa fronteira fica ainda menos definida.

Outro desafio é o isolamento, em que a comunicação por telas facilita a execução das atividades, mas pode reduzir as interações espontâneas entre colegas e dificultar a percepção de quando alguém está enfrentando alguma dificuldade.

Por isso, ações de saúde mental precisam estar relacionadas à rotina de trabalho. Uma das iniciativas criadas para esse objetivo na Gateware é o programa “Para, Respira e Não Pira”, que reúne especialistas para tratar de temas relacionados à saúde mental, desenvolvimento e oferecer orientações aos colaboradores.

A empresa também mantém parceria com psicólogos que oferecem sessões de terapia a custo acessível e realiza encontros virtuais sobre bem-estar e autocuidado. Na plataforma Gate of Learning, os profissionais têm acesso a uma academia com trilhas específicas sobre saúde mental.

Há também a iniciativa Buddy Gateware, programa de acompanhamento dos novos colaboradores durante o primeiro ano. A proposta é oferecer suporte durante a adaptação e verificar o andamento das atividades e se o profissional está confortável, se precisa de apoio ou se possui dúvidas sobre a empresa e o trabalho.

“Desde a entrada do profissional, procuramos acompanhar como ele está se adaptando. O onboarding apresenta os processos, mas o acompanhamento continua depois. Queremos que a pessoa tenha alguém de confiança a quem recorrer quando surgir uma dúvida ou dificuldade. Isso reflete diretamente na experiência do colaborador e na relação dele com a equipe”, afirma Taline.

A relação entre bem-estar e engajamento também aparece em outras avaliações realizadas.

Na certificação Great Place to Work, conquistada pela empresa pelo sexto ano consecutivo, a nota geral foi 93. Entre os dados apresentados, 100% dos colaboradores afirmaram que, ao ingressar na organização, são recebidos de maneira positiva.

Todos os índices ficaram acima das médias de mercado nos diferentes pilares avaliados. Credibilidade chegou a 92%, contra 88% do mercado. Comunicação registrou 90%, contra 88%. Competência ficou em 93%, contra 88%, e respeito chegou a 91%, contra 88%.

Também aparecem resultados elevados em indicadores ligados ao pertencimento. Equipe alcançou 99%, contra 89% da média. Esforço pessoal chegou a 100%, contra 90%, enquanto Comunidade também atingiu 100%, contra 87%.

Os dados ajudam a mostrar que o cuidado com as pessoas pode ser acompanhado por indicadores relacionados à experiência dos profissionais dentro da organização. O cuidado com o desenvolvimento profissional ocorre por meio de ferramentas de aprendizagem EAD em áreas como programação, gestão de mudanças, business, marketing e soft skills, além dos conteúdos relacionados à saúde mental.

Os profissionais contratados pelo regime CLT têm a opção de contar com Plano de Desenvolvimento Individual, elaborado de acordo com seus objetivos. Prestadores de serviço e cooperados também podem estruturar seus próprios planos, caso optem pelo apoio da empresa. Há parcerias com mais de 60 instituições de ensino, sendo cursos de extensão, graduação, pós-graduação e capacitações em áreas como inglês, inteligência artificial, análise de dados, desenvolvimento e programação.

Para Taline, desenvolvimento, reconhecimento e bem-estar estão relacionados à forma como o profissional enxerga seu trabalho. “Quando uma pessoa percebe que seu trabalho tem resultado, recebe reconhecimento e encontra espaço para aprender, ela tende a se envolver mais com aquilo que faz. Por isso, cuidar do bem-estar não pode ser tratado como uma ação isolada. Ele está ligado à forma como a empresa organiza o trabalho, desenvolve as pessoas e reconhece suas contribuições”, destaca.

 

Sobre a Gateware – A Gateware é uma empresa focada em gestão estratégica, tecnologia, inovação, parceira SAP Partner Open Ecosystem e SAMSUNG SDS, participante do Pacto Global da ONU no Brasil, certificada GPTW (Great Place To Work) pela 6ª vez consecutiva e certificada GPMH (Great People Mental Health) pela 2ª vez consecutiva. Com matriz localizada em Curitiba, no Paraná, com atuação em todo território brasileiro e EUA. Atua nas frentes de PMO Gestão de Projetos, GMO Gestão de Mudanças, Cutover de Negócios, Governança de TI, Alocação de Profissionais, Células e Squads de Desenvolvimento.