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"Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela" estreia em Curitiba com apresentações gratuitas e programação formativa

 Espetáculo inspirado na trajetória de Tereza de Benguela ocupa o Teatro José Maria Santos, em temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, articulando memória, ancestralidade e criação contemporânea, e integra projeto com ações acessíveis e oficina formativa gratuita com o artista Nando Zâmbia, com vagas limitadas.




Na foto de Lelo Sasso, as atrizes Flávia Imirene e Sol do Rosário em "Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela". Temporada gratuita de 16 a 19 e 22 a 26 de abril, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.

Curitiba recebe, em abril, a estreia do espetáculo "Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela", uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil. Com apresentações gratuitas no Teatro José Maria Santos, o projeto propõe uma experiência que vai além da cena, articulando também ações formativas e de acessibilidade.

Uma estreia que convoca memória e presença

Inspirado na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século XVIII, o espetáculo acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. "Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro", afirma Flávia Imirene.

Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava - PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. "Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós", completa Sol do Rosário.

Acessibilidade como parte da obra

Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), e no sábado, dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras..

Formação em movimento: oficina com Nando Zâmbia

A proposta se amplia ainda com a realização da oficina gratuita "Ará Izô - Corpo que Queima", ministrada por Nando Zâmbia. Com trajetória consolidada no Brasil e no exterior, o artista conduz uma imersão intensiva voltada à investigação do corpo como campo de criação, energia e memória. A oficina articula elementos da dança, teatro e musicalidade afro-brasileira, propondo aos participantes uma experiência que conecta técnica e vivência sensível na construção de uma dramaturgia corporal.

Voltada a artistas, estudantes e interessados em geral, a atividade oferece 20 vagas gratuitas e acontece em período integral nos dias 17, 18 e 19. As inscrições estão abertas e fazem parte do conjunto de ações do projeto, que entende a formação como extensão do próprio gesto artístico. É possível participar de apenas um dos dias ou acompanhar toda a programação.

Com forte dimensão estética, política e formativa, "Revisitando a Grandeza que Somos" se apresenta como um convite à experiência, tanto para quem assiste quanto para quem deseja atravessar o processo criativo.



SERVIÇO

Espetáculo "Revisitando a Grandeza que Somos - Cartas para Tereza de Benguela"

Datas: 16 a 18 de abril - 20h | 19 de abril - 19h | 22 a 24 de abril - 14h30 | 22 a 25 de abril - 20h | 26 de abril - 19h

Sessão com audiodescrição: 25 de abril com visita guiada 1 hora antes da apresentação - 19h | 26 de abril - 19h

Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 - São Francisco)

Ingressos: Gratuitos com distribuição 1 hora antes na bilheteria 

Classificação: Livre

"Oficina: Ará Izô -  Corpo que Queima"

Ministrante: Nando Zâmbia

Datas: 17, 18 e 19 de abril

Horários: 9h às 12h e das 14h às 17h

Local: Grupo Capoeira Angola Zimba

Vagas: 20 (gratuitas)

Redes

Inscrições:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSclhSVgvH3-A-rRb-eO9TdNd0bEdmZKG3xrXNZMoAWV4y1DOw/viewform 


FICHA TÉCNICA 

Elenco: Flávia Imirene e Sol do Rosário | EQUIPE CRIATIVA - Direção: Sabrina Marques | Dramaturgia: Flávia Imirene | Textos: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Direção de Movimento: Priscila Pontes | Direção Musical: Matheus Santos | Assistente de Direção Musical: Evangivaldo Santos | Música Original: Sol do Rosário, Sabrina Marques, Flávia Imirene | Operador de Som: Carlos Alberto Cortes Espejo | Iluminação: Nando Zâmbia | Figurino: Carla Torres | Caracterização e Maquiagem: Kênia Coqueiro | Social Media: Maria Carolina Felício | Foto de Divulgação: Lelo Sasso Fotografia | Identidade Visual: Keyla Queiroz | Direção de Produção: Vida Santos | Produção Executiva: Dan Ramos | Coordenação de Projeto: Sabrina Marques | Produção: Omi Núcleo Artístico e Cavala Produções




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