Elas Cantam Arlindo: Disco reúne Ivete Sangalo, Agnes Nunes, Vanessa da Mata, Duda Beat e Luedji Luna
Projeto da Nas Nuvens Music Group chega ao formato de álbum completo com Ivete Sangalo, Agnes Nunes, Duda Beat, Luedji Luna e Vanessa da Mata
Ouça "Elas Cantam Arlindo": https://youtube.com/playlist?list=PLNN6_x8rcV7JrytSZPeZmu6c9UaR0Pvuq&si=_oWGmrz9Yr-URppI
Ouça "O Que é o Amor", com Vanessa da Mata: https://youtu.be/7UuZeLUEGPQ?si=9TVn3pE-Si_n14v8
Cinco intérpretes, cinco canções, cinco maneiras de reencontrar Arlindo Cruz. "Elas Cantam Arlindo", projeto da Nas Nuvens Music Group - responsável pela gestão do catálogo do compositor -, chega agora ao formato de álbum completo. A faixa final, "O Que é o Amor", na voz de Vanessa da Mata, fecha um repertório que atravessa pertencimento, fé, desejo e memória.
A ideia nasceu de uma provocação do Liminha, diretor artístico do projeto ao lado de Boris Farias: em vez de revisitar a obra de Arlindo a partir de uma única perspectiva, reuni-la exclusivamente na voz de mulheres de gerações e universos musicais diferentes. "Por se tratar de um cantautor, imaginei que seria mais interessante - e também diferente para o público - criar um projeto interpretado exclusivamente por mulheres", explica. O desafio maior não foi convencer as artistas, mas escolher as canções: "Talvez o mais difícil tenha sido escolher as músicas dentro de um baú onde só tem coisa boa. A partir daí, entra muito o gosto, a sensibilidade e a intuição para imaginar qual canção pode ganhar uma nova vida na voz de cada artista", conta.
Logo na abertura do álbum, Ivete Sangalo reverencia uma das canções mais emblemáticas de Arlindo, "O Meu Lugar", ligada à história do samba e à identidade brasileira. "Cantar 'O Meu Lugar' foi também uma maneira de reverenciar esse legado com muito carinho e respeito", diz a cantora. Em seguida, Agnes Nunes leva "Será Que é Amor" para o território da nova MPB, atravessado por suas vivências e referências enquanto mulher nordestina - uma faixa que reflete, segundo ela, um momento de virada artística: "Hoje eu me sinto mais livre artisticamente, mais mulher, menos menina."
Na sequência, Duda Beat transforma "Agora Viu Que Perdeu e Chora" em xote melancólico e dançante, aproximando o repertório de Arlindo de sua estética nordestina-pop. "A canção despertou algumas memórias afetivas em mim, desses amores que passaram na minha vida", afirma. Já Luedji Luna assina "O Bem", canção sobre fé, esperança e a escolha de responder ao desamor com bondade: "Arlindo Cruz e seu legado merecem ser celebrados", resume.
Fechando o ciclo, Vanessa da Mata grava "O Que é o Amor" (Arlindo Cruz, Maurição e Fred Camacho), com produção de Liminha e participação de Kassin, Dedê Silva, Thiago Gomes e Davi Moraes. A parceria entre os dois vem de longa data - o produtor já esteve à frente de dois discos da cantora -, e a intimidade musical resultou em uma gravação construída de forma espontânea, no calor do estúdio. Vanessa lembra Arlindo com afeto pessoal: "Ele sempre foi uma pessoa magnética, simpática, querida e muito inteligente."
Mais do que um projeto de grandes releituras, "Elas Cantam Arlindo" propõe que a obra do compositor continue viva através de novas vozes. "As canções continuam sendo dele, mas passam a existir também através do olhar e da voz dessas artistas", resume Liminha.
O projeto ganhará ainda mais um capítulo: um documentário inédito sobre a trajetória de Arlindo Cruz, com data de estreia ainda a ser definida.
A ideia nasceu de uma provocação do Liminha, diretor artístico do projeto ao lado de Boris Farias: em vez de revisitar a obra de Arlindo a partir de uma única perspectiva, reuni-la exclusivamente na voz de mulheres de gerações e universos musicais diferentes. "Por se tratar de um cantautor, imaginei que seria mais interessante - e também diferente para o público - criar um projeto interpretado exclusivamente por mulheres", explica. O desafio maior não foi convencer as artistas, mas escolher as canções: "Talvez o mais difícil tenha sido escolher as músicas dentro de um baú onde só tem coisa boa. A partir daí, entra muito o gosto, a sensibilidade e a intuição para imaginar qual canção pode ganhar uma nova vida na voz de cada artista", conta.
Logo na abertura do álbum, Ivete Sangalo reverencia uma das canções mais emblemáticas de Arlindo, "O Meu Lugar", ligada à história do samba e à identidade brasileira. "Cantar 'O Meu Lugar' foi também uma maneira de reverenciar esse legado com muito carinho e respeito", diz a cantora. Em seguida, Agnes Nunes leva "Será Que é Amor" para o território da nova MPB, atravessado por suas vivências e referências enquanto mulher nordestina - uma faixa que reflete, segundo ela, um momento de virada artística: "Hoje eu me sinto mais livre artisticamente, mais mulher, menos menina."
Na sequência, Duda Beat transforma "Agora Viu Que Perdeu e Chora" em xote melancólico e dançante, aproximando o repertório de Arlindo de sua estética nordestina-pop. "A canção despertou algumas memórias afetivas em mim, desses amores que passaram na minha vida", afirma. Já Luedji Luna assina "O Bem", canção sobre fé, esperança e a escolha de responder ao desamor com bondade: "Arlindo Cruz e seu legado merecem ser celebrados", resume.
Fechando o ciclo, Vanessa da Mata grava "O Que é o Amor" (Arlindo Cruz, Maurição e Fred Camacho), com produção de Liminha e participação de Kassin, Dedê Silva, Thiago Gomes e Davi Moraes. A parceria entre os dois vem de longa data - o produtor já esteve à frente de dois discos da cantora -, e a intimidade musical resultou em uma gravação construída de forma espontânea, no calor do estúdio. Vanessa lembra Arlindo com afeto pessoal: "Ele sempre foi uma pessoa magnética, simpática, querida e muito inteligente."
Mais do que um projeto de grandes releituras, "Elas Cantam Arlindo" propõe que a obra do compositor continue viva através de novas vozes. "As canções continuam sendo dele, mas passam a existir também através do olhar e da voz dessas artistas", resume Liminha.
O projeto ganhará ainda mais um capítulo: um documentário inédito sobre a trajetória de Arlindo Cruz, com data de estreia ainda a ser definida.
