Acervo do Museu do Holocausto de Curitiba pode ser consultado online e de graça
Catálogo digital
amplia acesso de pesquisadores e da sociedade a registros históricos da Segunda
Guerra Mundial e do Holocausto. Atualmente, o sistema reúne cerca de 1.000
peças cadastradas

Parte do acervo do Museu do Holocausto de Curitiba, na
reserva técnica da instituição. Pesquisadores e o público em geral podem
consultar os itens pelo Pergamum, de forma online e gratuita. Foto:
Divulgação/Museu do Holocausto de Curitiba
Curitiba (PR), 21/10/2026 —
A partir desta quarta-feira (21), pesquisadores e o público em geral podem
acessar, de forma online e gratuita, o acervo do Museu do Holocausto de
Curitiba. A consulta é feita pelo Pergamum,
plataforma que reúne os objetos preservados pela instituição. O acesso também
está disponível pelo site do Museu, na aba “Memória”, em “Acervo”.
Na plataforma, cada objeto
aparece com descrição, estado de conservação, data de produção e origem, além
de informações sobre como a peça chegou ao Museu. Atualmente, o sistema reúne
cerca de 1.000 peças cadastradas, e o número cresce diariamente, à medida que a
equipe de museologia cataloga novos itens e os disponibiliza para consulta. A
expectativa é que todo o acervo esteja catalogado até o fim deste ano.
Entre os itens disponíveis estão
selos emitidos durante a Segunda Guerra Mundial, cartões de racionamento,
moedas usadas nos guetos, medalhas de mérito de guerra, correspondências,
certidões, fotografias, bolsas, braçadeiras, capacetes de soldados nazistas,
mapas, livros, reportagens e obras de arte.
Segundo o coordenador-geral do
Museu, Carlos Reiss, a iniciativa busca organizar e ampliar o acesso da
sociedade ao patrimônio cultural e histórico da instituição. “Queremos que o
nosso acervo cumpra seu papel de memória e de educação, e isso só é possível
quando ele está ao alcance de todos”, afirma.

A busca pelos objetos do acervo é feita por palavras-chave.
Ao digitar “dinheiro”, por exemplo, o usuário consegue acessar moedas e notas
que eram utilizadas nos guetos. Fotos: Divulgação/Museu do Holocausto de
Curitiba
Para a museóloga Daiana Damiani,
o sistema representa um avanço técnico na documentação do acervo e reforça o
compromisso da instituição com o acesso à informação e com a produção de
conhecimento. “O trabalho do Museu se apoia em três pilares: conservação,
comunicação e pesquisa. Tornar o acervo público e acessível é fundamental
porque ele deixa de ser apenas um conjunto de objetos guardados e passa a ser
fonte de conhecimento. As pessoas precisam saber o que existe na nossa reserva
técnica. Isso amplia as possibilidades de estudo e pesquisa para a comunidade
acadêmica e ajuda a manter viva a memória do Holocausto”, destaca.
Segundo ela, o próximo passo é
disponibilizar também parte da memória institucional, como exposições já
realizadas pelo Museu, pôsteres, folders, registros de eventos de que a
instituição participou, expografias e outros materiais.
Consulta e circulação do
acervo
O catálogo reúne documentos,
fotografias, objetos e outros registros históricos que podem conter símbolos ou
representações associados ao nazismo, ao antissemitismo, ao racismo e a outras
formas de ódio, discriminação, perseguição e violência. Via de regra, esses
elementos são apresentados sem ocultação ou alteração, pois integram o contexto
histórico e documental dos itens preservados pelo Museu. A disponibilização
atende exclusivamente a finalidades de preservação, documentação, pesquisa e
educação.
O Museu recomenda cautela na
circulação de imagens que contenham símbolos ou mensagens de ódio, evitando
divulgá-las de forma isolada ou descontextualizada, especialmente se isso
contribuir para sua promoção, normalização ou banalização. A instituição reforça
que a disponibilização pública do acervo não implica autorização irrestrita
para sua reprodução.
As imagens do acervo podem ser
baixadas, desde que seja incluído o crédito ao acervo do Museu do Holocausto de
Curitiba.
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