"Os farsantes".Na quarta feira 20/03 a entrada é franca


"Os farsantes"

De César Almeida

Lily, 50 anos, descobre que esta com um câncer em estágio terminal, restam-lhe algumas semanas de vida. A partir desta notícia começa a fazer um balanço de sua vida. Os farsantes, mostra os últimos momentos da vida de Lily, seus medos, suas culpas, as farsas que interpretou durante sua existência. Paralelamente estão suas duas filhas Rebeca e Winona, que revezam turnos nos cuidados para com a mãe moribunda, e trocam acusações de fracassos em suas vidas.Rebeca, casada com um político influente, doutora fracassada que divide seu tempo entre o casamento e um programa de vendas pela tv. Robert, marido de Rebeca, o típico político,dispensa apresentações, é impossível distinguir o que é realidade e o que é representação. Dissimulado, traidor, farsante, corrupto. Winona, é uma drogadita que não encontra sentido na vida, passa dias e noites drogada tentando ser feliz. Sony, fantasma do filho de Lily, inquisidor, confessor e carrasco, volta pra tentar acertar as contas com a mãe. Brad, médico de Lily e amigo da família de longa data, que também passa por uma reavaliação de sua existência e expõe suas fraqueza e as mazelas de sua vida, tanta ajudar sua amiga no seu momento mais delicado, a passagem.
Enfim, todos expõe suas farsas e se recolhem à mesma vida de sempre. Resolvendo muito pouco os seus problemas, mas tentando sempre fugir das inevitáveis armadilhas do destino farsante, que impõe a cada um o seu papel. Uma análise de como os padrões impostos pelas máscaras sociais podem nos levar a uma existência medíocre e infeliz.
Quantas vezes você já desempenhou um papel apenas para satisfazer as convenções? Até onde esta representação pode ser positiva e quando ela torna-se negativa? Seria ela positiva até o ponto de não prejudicar o representante e não tornar-se um embuste aos coadjuvantes ou aos espectadores?
Não existem fórmulas certas. A longa busca pela felicidade leva o ser humano a interpretar papéis muitas vezes impensáveis. O que serve para uns é completamente inútil para outros. Segundo OSHO “sua essência não tem personalidade, sua essência não tem papéis. Ela pode desempenhar todos os papéis, mas ela não tem uma marca. É isso que torna bela a liberdade interna. Assim, simplesmente seja um ator. Tudo na vida deveria ser assim. Você deveria ser tão capaz de entrar em papéis e sair deles a ponto de não se fixar em nenhum. Você começará a sentir uma liberdade surgindo em você e começará a sentir sua essência real. Fora isso, você estará sempre confinado em um papel.”
O texto é de César Almeida e Geraldo Kleina, que também assina a direção. Uma co-produção de Imprevisível Cia. de Teatro e Rainha de 2 Cabeças.

Elenco Lala Scremin

Cesar Almeida

Kassandra Speltri

Luciane Figueiredo

Cláudio Fontan

Ade Zanardini

Figurinos Alex Sandro Soares

Cenografia Ronald Lima

Serviço: 20 de fevereiro a 16 de março

Espaço Cultural Falec(R. Mateus Leme , 990)

4ª a sábado -21h

Domingo -19h

Ingressos: R$15,00 e R$7,50(Bônus, classe, melhor idade)

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