O problema das canetas emagrecedoras começa depois da aplicação
Venda de medicamentos para emagrecimento cresce 78% em quatro anos e acende alerta sobre descarte incorreto e impacto ambiental O crescimento acelerado do uso de canetas injetáveis para emagrecimento e controle metabólico abriu uma nova discussão no setor de saúde e meio ambiente: o descarte correto desses materiais. Compostas por plástico, mecanismos eletrônicos em alguns modelos, agulhas e resíduos farmacológicos, as canetas passaram a gerar um volume significativo de resíduos domésticos que ainda não possuem orientação amplamente difundida entre os consumidores. O avanço desses medicamentos já é percebido diretamente no mercado brasileiro. Segundo levantamento da Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abafarma), com dados da IQVIA, as vendas de medicamentos para emagrecimento cresceram 78,3% entre 2021 e 2025 no varejo farmacêutico nacional, saltando de 4,1 milhões para 7,3 milhões de unidades comercializadas. O maior avanço ocorreu somente em 2025, com alta de 39,1% s...