Pular para o conteúdo principal

MON realiza nova exposição internacional no Olho

 




"Technological Dances", da artista francesa Alice Anderson, é a próxima exposição internacional realizada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON). A mostra será inaugurada no dia 19 de março, no Olho e nos Espaços Araucária, e reunirá 75 obras, entre pinturas, esculturas e instalações, sendo algumas de grandes dimensões. A curadoria é de Marc Pottier.

 

"A obra de Alice Anderson nos convida a refletir sobre as formas como nos relacionamos com a materialidade e com as transformações do nosso tempo", afirma a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira. "É uma exposição que amplifica o diálogo do MON com a arte contemporânea internacional e reforça o compromisso do Museu em oferecer ao público experiências artísticas conectadas às discussões do cenário global".

 

"Performática, a artista e sua obra se confundem. Ela cria dançando, realiza pinturas e esculturas únicas a partir de movimentos intuitivos. Dessa forma, faz refletir sobre natureza, tecnologia, corpo e memória", afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

 

"Sua obra cria experiências visuais e sensoriais ao misturar performance, objetos do cotidiano e estruturas arquitetônicas em peças artísticas carregadas de significado poético e simbólico", diz.

 

Juliana comenta que, além do caráter inédito de seu trabalho, ao dialogar com a arquitetura do espaço expositivo do Olho, tal encontro é potencializado. "Assim como as pessoas têm poder de adaptação, o Olho se transforma, de maneira criativa e inusitada, a cada nova exposição. E provavelmente essa é uma das mais criativas que já passou por aqui", afirma a diretora.

 

Segundo o curador, a exposição é um registro de suas pinturas performativas. "Seus rituais instintivos e coreografados aspiram a uma reapropriação de nossa relação com um mundo governado pela gestão de dados", diz Marc Pottier.

 

"Há mais de 20 anos, Anderson dialoga com seres não humanos", explica o curador. "Ela observa, cuida e dança com ferramentas antigas, máquinas modernas, circuitos eletrônicos, elementos arquitetônicos ou meteoritos – reconectando-se com a sua materialidade animada, como se quisesse reparar as nossas relações com o mundo mais do que humano".

 

Segundo a artista, foi nesse contexto de interação entre corpo e matéria que nasceu o título da exposição, justapondo a rigidez da tecnologia à fluidez da dança. "Essas duas palavras realmente parecem contraditórias. No entanto, ambas evocam movimento. A tecnologia é como um movimento criado por sua constante evolução. Ela é projetada para interagir com o corpo e responder a ele, seja pressionando um teclado de computador ou imitando gestos humanos por meio da robótica", diz Alice Anderson.

 

A artista –


Alice Anderson nasceu na França e vive em Londres. Ela é uma das poucas artistas que cria pinturas e esculturas durante performances, aplicando tinta líquida em objetos para libertá-los de sua função primária. Essas entidades, transformadas em Technological Dances (pinturas), tornam-se Awakened Objects (esculturas), registrando comunicações além do mundo visível. Elas testemunham outra possível inteligência na era da IA: aquela que habita a matéria.

 

Seu trabalho foi incluído em inúmeras exposições institucionais, como: MacVal Museum, Vitry-sur-Seine (2026); Centre Pompidou Malagà (2026), Stedelijk Museum, Schiedam, Netherlands,(2023); Centre Pompidou, Paris, France (2022; 2020; 2017) Museum of Modern Art of Fontevraud, Fontevraud, France; Atelier Calder, Saché, France (2019); Royal Academy of Arts, London, United Kingdom (2017); Saatchi Gallery, London, United Kingdom (2016); Louis Vuitton Cultural Space Paris, France (2015); Wellcome Collection, London, United Kingdom (2014); 55th Venice Biennale (2013) e Whitechapel Gallery, London, United Kingdom (2012).

 

SOBRE O MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

 

Serviço:

Exposição "Technological Dances", da artista Alice Anderson

Abertura: 19 de março, 18h

Olho e Espaços Araucária (3.º andar Torre)


Museu Oscar Niemeyer

www.museuoscarniemeyer.org.br

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Jurassic Safari Experienc

Caixa Cultural Curitiba apresenta Pizindim, show em homenagem a Pixinguinha

  Grupo Ordinarius apresenta show Pizindim, em homenagem a Pixinguinha, na Caixa Cultural Curitiba. Foto: Bruno Braz Uma boa notícia para os amantes do choro, a  Caixa Cultural Curitiba  vai receber o  grupo vocal carioca Ordinarius  com o  show Pizindim , que  homenageia  o maior nome brasileiro do gênero:  Pixinguinha.   Serão  quatro apresentações,  de  01 a 04 de agosto,  de  quinta a sábado, às 20h e no domingo, às 19h . Os  ingressos  custam  R$30 e R$15  (meia entrada).   Em 2023, ano em que se comemorou o cinquentenário de morte do  compositor, arranjador, maestro e instrumentista brasileiro, o grupo realizou turnê na Caixa de Recife (PE) com casa lotada em todas as apresentações.   O nome do show Pizindim se refere ao apelido do músico dado pela avó materna e significa 'menino bom' de acordo com um dialeto africano.   O repertório reúne clássicos como 'Carinho...

Teatro Guaíra reúne todos corpos artísticos em "O Quebra-Nozes"

  Pela primeira vez, os quatro corpos artísticos do Centro Cultural Teatro Guaíra se reúnem para um espetáculo de fim de ano. Balé Teatro Guaíra, Escola de Dança Teatro Guaíra, G2 Cia de Dança Teatro Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná apresentam “O Quebra-Nozes” no palco do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) entre 14 e 20 de dezembro. Ao todo são mais de 150 artistas em ação, além de toda a equipe técnica que faz mágica nos bastidores. A venda de ingressos inicia a partir das 10h30 desta quarta-feira (29). Esta será a terceira montagem de O Quebra-Nozes. A peça foi das primeiras montagens do Balé Teatro Guaíra nos anos 80, com a coreografia de Carlos Trincheiras. Nos anos 2000, sob a direção de Carla Reinecke, o Balé se uniu à Orquestra. As duas foram montagens clássicas e muito marcantes na trajetória do Teatro Guaíra. “O convite agora é para um espetáculo multilinguagem, um símbolo da retomada da nossa capacidade de público após tantas restrições, a celebração de ...