FESTIVAL DO RIO: ‘ELEFANTES NA NÉVOA’, OCEÂNICO E MAIS!

 

Com quatro filmes no evento, incluindo o premiado "Elefantes na Névoa", produtora carioca mais uma vez demonstra apreço pela ousadia e curiosidade do cinema autoral

A Bubbles Project celebra em 2026 sua participação no Festival do Rio, festival brasileiro que honra desde seu primeiro longa-metragem, "Aspirantes", em 2015. Dessa vez com quatro produções que ilustram bem o apreço da produtora com o cinema autoral e sua capacidade de estabelecer coproduções nacionais e internacionais bem-sucedidas. 

Premiado no Festival de Cannes deste ano, ELEFANTES NA NÉVOA, longa de estreia do nepalês Abinash Bikram Shah na direção, integra a Mostra Expectativa, dedicada a apresentar novos talentos de todas as partes do mundo. O filme é uma coprodução entre Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega, e está entre os candidatos a uma vaga na lista de pré-selecionados a Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Prêmio do Júri em Cannes 2026, esteve também nos festivais de Toronto, Karlovy Vary, Busan, Melbourne, entre outros.

Já OCEÂNICO, de Guilherme Coelho ("Fala Tu"), e A EXTRAORDINÁRIA VIDA DE VERA VALDEZ, de Fabio Meira ("Mambembe"), competem na Première Brasil: o primeiro entre os longas de ficção e o segundo, entre os documentários. Por fim, o curta PIQUE-PEGA, de Mia Lima Rocha ("É Fundamental te Ter por Perto"), figura entre os selecionados do Panorama Carioca de Curtas. 

"Nada é mais genuíno do que o aval do público da minha cidade para os filmes que produzo. Poucas coisas me dão tanto prazer quanto estrear no Festival do Rio, que considero verdadeiramente a minha casa", afirma a produtora Tatiana Leite, fundadora da Bubbles Project. "Frequentei o festival por anos como cinéfila, ainda na época da Mostra Banco Nacional de Cinema, e depois trabalhei nele por quase uma década como curadora. O Festival do Rio é uma vitrine essencial para o cinema brasileiro, é onde os filmes ganham visibilidade, encontram o público e abrem caminho para chegar às salas e às plataformas".

"Este ano, a Bubbles traz um filme de origem internacional (com uma participação brasileira crucial que, inclusive, lhe valeu o prêmio de Melhor Criação Sonora do Festival de Cannes este ano), uma ficção e um documentário brasileiros e um curta-metragem", completa.

Conheça os títulos da Bubbles Project que estarão no Festival do Rio:

ELEFANTES NA NÉVOA

Ambientado em um vilarejo no Nepal, à beira de uma floresta habitada por elefantes selvagens, ELEFANTES NA NÉVOA acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que vê sua vida abalada após o desaparecimento de uma de suas filhas. A partir deste evento, a narrativa se desenvolve como uma investigação, atravessada por conflitos íntimos e sociais. Grande Prêmio do Júri na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes 2026.


Sessões no Festival do Rio:

  • 1 de outubro, às 21h15, no Reserva Cultural Niterói 1

  • 3 de outubro, às 18h30, no Estação Claro Rio 3

  • 6 de outubro, às 16h, no CineCarioca José Wilker 1

  • 10 de outubro, às 19h30, no Cinesystem Belas Artes Botafogo 3

A EXTRAORDINÁRIA VIDA DE VERA VALDEZ

Coprodução da Bubbles Project com a Roseira Filmes e a Filmes de Abril, o documentário retrata a devoção artística e o espírito pioneiro da atriz brasileira Vera Valdez, conduzindo o espectador por diferentes momentos da sua vida, entre os quais os tempos de modelo e seu flerte com a Nouvelle Vague e até sua prisão e tortura durante a ditadura no Brasil.


Sessões no Festival do Rio:

  • 6 de outubro, às 19h15, no Estação Claro Gávea 4 e 5

  • 7 de outubro, às 13h30, no Cine Odeon

  • 8 de outubro, às 18h45, no Cinesystem Belas Artes Botafogo 5

OCEÂNICO

Protagonizado por Ana Carbatti, OCEÂNICO combina drama familiar e thriller político para narrar a história da neurocientista Adyr. Referência por seu trabalho de pesquisa, ela descobre na medicina psicodélica a chave para um tratamento promissor para o alcoolismo. Porém, diante do potencial de ganhos financeiros, Adyr se torna alvo de um grupo interessado em se apropriar de seu trabalho. Sem saber em quem confiar, a protagonista precisará lutar para proteger sua pesquisa, sua vida e a de seu filho. 

O filme é um projeto da Matizar Filmes, em coprodução com a Bubbles Project e a Cinema Inflamável e produção associada da Tigresa e da Manny Films (França).

Sessões no Festival do Rio:

  • 2 de outubro, às 21h45, no Estação Claro Gávea 4 e 5

  • 3 de outubro, às 16h30, no Cine Odeon

  • 4 de outubro, às 21h45, no Cinesystem Belas Artes Botafogo 5

PIQUE-PEGA

Protagonizado por Carol Duarte e Malu Galli, PIQUE-PEGA acompanha o reencontro de duas mulheres, que compartilham um episódio passado que permanece sem resolução. Enquanto uma delas, aos 30 anos, quer conversar sobre o ocorrido, a outra, com seus 60, prefere não tocar no assunto. O impasse intensifica o confronto entre elas e transforma o que era para ser uma festa em uma situação fora do controle.

Sessão no Festival do Rio:

  • 10 de outubro, às 21h15, no Centro Cultural FGV

 

SOBRE TATIANA LEITE E A BUBBLES PROJECT

Pós-graduada em História da Arte pela Universidade Sorbonne (França) e em Cinema pela Unesa (Brasil), Tatiana Leite foi coordenadora e curadora internacional do Festival do Rio, produziu diversas mostras e festivais independentes e fez parte do comitê de seleção do Kinoforum e do Curta Cinema. Foi assessora internacional da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro e, em 2012, criou a produtora independente Bubbles Project, focada em filmes de novos autores e coproduções internacionais. 

Seu primeiro longa foi Aspirantes (2014), de Ives Rosenfeld, Melhor Filme na Carte Blanche de Locarno, três prêmios no Festival do Rio. Na sequência, produziu Pendular (2017), de Julia Murat, prêmio FIPRESCI da mostra Panorama na Berlinale; e Benzinho (2018), de Gustavo Pizzi, que abriu a World Cinema Competition do Festival de Sundance e foi premiado no Festival de Gramado e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. 

Com Argentina, Alemanha e Noruega, a Bubbles Project coproduziu Família Submersa (2018) de Maria Alché, selecionado em Locarno e San Sebastián, onde foi o Melhor Filme na mostra Horizontes Latinos. Com Chile, França e Coreia do Sul, fez Nona (2019), de Camila Jose Donoso, que competiu em Rotterdam. Sua coprodução com a França, Regra 34 (2022), de Julia Murat,  ganhou Leopardo de Ouro no Festival de Locarno. 

Seus trabalhos mais recentes são Elefantes na Névoa, dirigido por Abinash Bikram Shah, (Grande Prêmio do Júri na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes 2026); O Riso e a Faca de Pedro Pinho (Prêmio de Melhor atriz no Un Certain Regard do Festival de Cannes 2025); Malu (2024), de Pedro Freire, que estreou em Sundance e recebeu 4 prêmios no Festival do Rio, incluindo Melhor Filme; A Herança (2024), de João Cândido Zacharias (com a Sony Pictures e a Kromaki Filmes); e a produção associada Retrato de um Certo Oriente (2024), de Marcelo Gomes, que estreou em Rotterdam. Outro destaque é Puan (2023), de Maria Alché e Benjamin Naishtat, parceria com Argentina, França, Itália e Alemanha; Melhor Roteiro e Melhor Ator em San Sebastián. 

Além da estreia de suas coproduções Oceânico, de Guilherme Coelho e A Extraordinária Vida de Vera Valdez de Fabio Meira, Tatiana também está coproduzindo os longas Selvajaria, de Miguel Gomes (com Portugal e França), Meninos Banhando-se no Lago, de Michael Labarca (com Venezuela, França, Chile e Alemanha); Os Setes Loucos, de Benjamin Naishtat; e Debaixo do Imbondeiro, de Valentina Homem. A empresa também está desenvolvendo Dora & Vera, de Pedro Freire; Princesa, de Karine Teles (com a Filmes de Plástico); Porco Espinho, de Eva Randolph; e Te Amo e Hoje Tudo É Belo, de Maria Alché.

Tatiana Leite integrou os júris de festivais internacionais, como os de Rotterdam, Chicago,  San Sebastian, Guanajuato, CPH e Festival do Rio, e atua como expert no Locarno Open Doors, EAVE (do qual é coordenadora da América Latina), Full Circle Lab e no BRLAb.  Tatiana é membra da Academia do Oscar.

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