Promefarma participa de certificação do Paraná que reconhece empresas por boas ações ambientais
Empresa participa pelo terceiro ano do Selo Clima Paraná, tendo alcançado a categoria mais alta da certificação em 2025
A curitibana Promefarma participa pelo terceiro ano consecutivo do Programa Selo Clima Paraná, uma iniciativa estadual que estimula organizações a medir e declarar suas emissões de gases de efeito estufa e a adotar ações para reduzi-las. Na edição de 2025, a empresa alcançou a categoria A, a mais alta da certificação.
A participação de uma distribuidora de medicamentos no programa abre espaço para uma discussão mais ampla sobre o impacto ambiental da cadeia farmacêutica, que começa na fabricação e acompanha o produto até seu destino. Antes de chegar a hospitais, farmácias e outros pontos de atendimento, os medicamentos passam por etapas de armazenagem e transporte.
Seja a energia consumida nos centros de distribuição ou o combustível usado nas entregas, diferentes atividades ao longo desse percurso podem contribuir para a emissão de gases de efeito estufa.
Criado em 2015 e coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), o Selo Clima Paraná funciona como o Registro Público Estadual de emissões. A adesão é voluntária e aberta a empresas privadas e públicas, órgãos públicos e municípios. Em 2025, foram 313 inscrições, cerca de 70% acima do ano anterior e o maior número desde a criação do programa.
Entre os requisitos da certificação está o mapeamento de fontes de gases poluentes e o dimensionamento do impacto da operação. Na prática, essas informações podem ajudar as empresas a estabelecer prioridades e avaliar medidas para reduzir os impactos ambientais.
Para Luciana Capeletti, sócia-diretora da Promefarma, reunir essas informações também levou a discussão ambiental para diferentes áreas da distribuidora.
“Quando começamos a organizar esses dados, conseguimos enxergar aspectos da operação que nem sempre aparecem nos indicadores tradicionais. O processo acabou trazendo alguns debates para dentro da empresa que não estavam concentradas em uma única área. Questões relacionadas a consumo, processos e uso de recursos passaram a ser analisadas de forma mais integrada, porque as escolhas de uma área também podem gerar impacto em outra”, afirma.
Luciana Capeletti e Elcio Luis Bordignon, sócio-diretores da Promefarma, na edição 2025 do Selo
A executiva explica que, na distribuição farmacêutica, a gestão ambiental pode envolver diferentes frentes, de acordo com as características de cada operação. Além do consumo de energia e combustíveis e do transporte de mercadorias, entram nessa conta resíduos e a destinação de medicamentos vencidos ou em desuso. A logística reversa desses produtos segue regras específicas para garantir sua coleta e destinação ambientalmente adequada.
“Além de promovermos a conscientização sobre o descarte correto de medicamentos, disponibilizamos pontos de coleta. A recomendação é que eles sejam devolvidos, sempre que possível, nas embalagens originais ou nas cartelas, preservando informações importantes para a identificação dos produtos, como o princípio ativo e a data de validade, o que facilita o manejo responsável”, explica Luciana.
Novas exigências
Em 2026, o Selo Clima Paraná passou a exigir a Declaração Completa de Gases de Efeito Estufa de empresas privadas que emitem mais de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano e querem disputar todas as categorias da modalidade Mercado Interno. O programa também atualizou seus instrumentos de registro para seguir os parâmetros do GHG Protocol, metodologia utilizada na elaboração de inventários de emissões.
O tema ganha importância à medida que mais empresas passam a medir esse impacto. No Ciclo 2026 do Programa Brasileiro GHG Protocol, 757 organizações divulgaram 1.447 inventários referentes a 2025. Juntas, reportaram 1,18 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente associadas às suas cadeias de valor, o chamado Escopo 3, que pode incluir fornecedores, transporte e outras atividades indiretas.
Para empresas dos setores farmacêutico e de saúde, esse olhar amplia a análise para além das próprias instalações. Dependendo da atividade, permite considerar impactos relacionados a diferentes etapas da cadeia, dos fornecedores ao transporte e à distribuição dos produtos.
No Selo Clima Paraná, a classificação considera as ações apresentadas e sua complexidade. A categoria A, a mais alta, exige 11 pontos ou mais. A certificação é renovada a cada edição, com atualização das informações e comprovação das ações declaradas.
“Para este ciclo, queremos avançar a partir do que já foi construído. O histórico das duas últimas edições permite estabelecer prioridades mais objetivas e acompanhar se as medidas adotadas estão, de fato, trazendo os resultados esperados. Também queremos ampliar a participação dos colaboradores nesse processo, porque entendemos que uma agenda de sustentabilidade precisa envolver toda a organização”, conclui Elcio Luis Bordignon, também sócio-diretor da Promefarma.
Mais informações: https://promefarma.com.br/
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Referências:
https://www18.fgv.br/mailing/2026/EAESP/GHG/6/
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