quinta-feira, 16 de abril de 2009

Não tem como não comparar...desculpa aí..


Oi,gente…bom começo de semana.Ontem fui assistir um concerto de musica classica para gravar para o meu programa de TV.
Ao viver aquele momento único e pensar em quantos anos de estudo aquels músicos tiveram que ter para estar naquele palco pedi ao escritor Diego Gianni que escolhesse algumas múscias do repertório nacional e fizesse uma análise sobre elas.
Vou postando aos poucos…veja a primeira análise sobre uma das nossas canções ..aquelas que nossas crianças crescem ouvindo….vamos lá?
A eguinha pocotó
Depois de muito estudo, resolvi fazer uma análise a respeito da famosa e deslumbrante canção da eguinha pocotó.
Mesmo sabendo que os leitores mais sensíveis irão se emocionar e chorar de soluços, antes de tudo irei colocar a letra desta música estupenda para logo em seguida tentar (eu disse “tentar”) fazer uma tese dela, mesmo com minha tão limitada inteligência:
“Vou mandando um beiinho
pra filhinha e pra vovó,
só não posso esquecer da minha eguinha pocotó”.
Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó,
minha eguinha pocotó”.
“O jumento e o cavalinho,
eles nunca andam só,só não posso esquecer
da minha eguinha pocotó”.
Lindo, não? Sem sombra de dúvida uma das letras mais belas já escritas no nosso idioma, quiçá do mundo. Vamos analisar primeiramente o comecinho do primeiro verso:

“Vou mandando um beijinho
pra filhinha e pra vovó”.

O que o poeta quis dizer com estas palavras? Que devemos ser carinhosos com todas as gerações. Você não pode beijar sua filha e ignorar sua avó, ou beijar sua avó e ignorar sua filha. Esta disparidade de tratamento certamente discorreria numa mágoa muito grande para uma das partes, talvez ambas. Não sei.
Prosseguindo a análise:
Só não posso esquecer
da minha eguinha pocotó”.

Falando de uma maneira muito pessoal, posso dizer que este é o verso do poema que mais mexe comigo. Cada vez que o leio, aprendo alguma coisa.
Quer dizer, a pessoa acaba de beijar a avó e a filha, e ainda tem espaço suficiente no coração para não esquecer um pobre animal. Eu jamais teria tanta generosidade.
O que nos leva ao próximo trecho da canção, uma sutil homenagem do poeta, mais uma vez, ao pobre bichinho:

“Pocotó, pocotó, pocotó, pocotó,
minha eguinha pocotó”.

“Pocotó” é mais ou menos o som que esta simpática criaturinha de Deus faz ao trotar pela estrada da vida. Conseguir acomodar este som no meio de um poema é dificílimo.
E como se não bastasse tanta emoção, a música finaliza com chave de ouro:
“O jumento e o cavalinho,
eles nunca andam só,
só não posso esquecer da minha eguinha pocotó”.
Quanto sentimento, meu Deus do céu!
No último verso, como podemos observar, é descrita com muita sensibilidade a relação afetuosa de um jumento e um cavalo.
Eles jamais se separam. Jamais. O poeta deixou isso bem claro quando usou a palavra “nunca”.
Andei estudando e descobri que “nunca” e “jamais” são sinônimos.
Curvo-me diante de tanta genialidade. Jamais, nunca, de forma alguma voltarei a escrever poemas, pois sei que nenhum deles ficará tão bom quanto a letra desta música.
Numa única letra conseguir falar de amizade, respeito pelas gerações e amor?
Não é pra qualquer um.
Diego Gianni


Eeeee Brasil!!!!!!!!

Bom feriado...estamos indo pra Foz do Iguaçu para nos apresentarmos no Teatro Iguassu Boulevard dia 18/04 as 20 e as 22hs...apareçam.