Médico ortopedista explica como o sobrepeso impacta as articulações, aumenta o risco de desgaste precoce e quando a cirurgia pode ser indicada

Com mais de um bilhão de casos previstos até 2030, o avanço da obesidade no Brasil e no mundo traz impactos que vão além das doenças metabólicas e cardiovasculares. O excesso de peso também compromete diretamente a saúde musculoesquelética, especialmente articulações como joelho e quadril, segundo um estudo realizado pelo American College of Rheumatology. Conforme o grau de obesidade, o risco de desenvolver condições como a artrose de joelho pode ser até 4,7 vezes maior, em comparação com pessoas que possuem peso adequado.
Diante desse cenário, a Zimmer Biomet, líder global em saúde musculoesquelética, consultou o médico ortopedista Dr. Mauro Meyer para esclarecer como o sobrepeso acelera o desgaste articular, aumenta o risco de artrose precoce e quais são as opções de tratamento disponíveis atualmente.
Segundo o especialista, o impacto ocorre por dois mecanismos principais: a sobrecarga mecânica e a inflamação sistêmica associada ao tecido adiposo.
“A cada passo, o joelho recebe uma carga que pode chegar a três ou quatro vezes o peso corporal. Quando há excesso de peso, essa sobrecarga se repete inúmeras vezes ao longo do dia, acelerando o desgaste da cartilagem. Além disso, o tecido adiposo libera substâncias inflamatórias que também contribuem para a degeneração articular”, explica Dr. Mauro Meyer.
Obesidade e desgaste articular: os principais mecanismos
O joelho e o quadril estão entre as articulações que mais sofrem com o excesso de peso porque sustentam grande parte da carga corporal e são essenciais para movimentos como se levantar, caminhar, subir e descer escadas. A combinação entre pressão mecânica aumentada e um ambiente inflamatório crônico cria um cenário propício para o desenvolvimento da artrose.
De acordo com o ortopedista, essa associação não é apenas estrutural, mas também metabólica. “Hoje sabemos que a obesidade não é apenas uma questão de peso sobre a articulação. Existe um componente inflamatório importante que altera o funcionamento da cartilagem e acelera o processo degenerativo”, afirma.
Artrose precoce: um risco cada vez mais frequente
Embora a artrose seja tradicionalmente associada ao envelhecimento, o aumento da obesidade tem mudado esse perfil. Pacientes cada vez mais jovens apresentam sinais de desgaste articular, especialmente nos joelhos.
“O que antes víamos principalmente após os 60 anos, hoje pode surgir mais cedo em pessoas com obesidade. O excesso de carga contínua e a inflamação favorecem um desgaste antecipado, impactando mobilidade, qualidade de vida e capacidade laboral”, destaca o médico.
Segundo o ortopedista, o quadril também pode ser afetado, embora o impacto da obesidade seja ainda mais evidente no joelho, onde a relação entre índice de massa corporal (IMC) e risco de artrose é considerada linear.
Um fator de risco modificável
Diferentemente de fatores como idade e genética, a obesidade é um fator de risco modificável. A perda de peso pode reduzir significativamente a sobrecarga nas articulações e retardar a progressão da doença.
“Reduções mesmo que modestas de peso já diminuem a pressão sobre o joelho e podem aliviar dor e inflamação. Associar alimentação equilibrada, atividade física supervisionada e fortalecimento muscular é fundamental tanto para prevenção quanto para controle da artrose inicial”, orienta Dr. Mauro Meyer.
O fortalecimento da musculatura do quadril e do joelho ajuda a melhorar a estabilidade articular e a distribuir melhor as cargas durante o movimento.
Quando o tratamento conservador não é suficiente
Nos estágios iniciais, o tratamento para os desgastes nas articulações inclui controle de peso, fisioterapia, medicamentos para dor e inflamação e mudanças no estilo de vida. No entanto, em casos avançados, quando há dor persistente e limitação importante das atividades diárias, a cirurgia pode ser indicada.
Com a evolução da tecnologia, os procedimentos de substituição articular passaram por avanços significativos. A cirurgia robótica de joelho, por exemplo, permite maior precisão no planejamento e na execução do implante. Com o apoio de robôs, como o ROSA®, o cirurgião trabalha com dados em tempo real para personalizar o procedimento de acordo com a anatomia do paciente.
“A tecnologia robótica é uma aliada importante porque aumenta a precisão no posicionamento dos implantes e no equilíbrio das estruturas do joelho. Isso pode contribuir para melhores resultados funcionais e maior satisfação do paciente”, explica o ortopedista.
Segundo o médico, a decisão cirúrgica deve sempre ser individualizada, considerando grau de desgaste, intensidade da dor e impacto na qualidade de vida.
Sobre a Zimmer Biomet
Fundada em 1927 e sediada em Warsaw, Indiana (EUA), a Zimmer Biomet é líder global em saúde musculoesquelética. A empresa desenha, fábrica e comercializa produtos reconstrutivos ortopédicos; produtos de medicina esportiva, biológicos, extremidades e traumas; tecnologias office-based; produtos de coluna, craniomaxilofacial e torácico; implantes dentários; e produtos cirúrgicos relacionados. A companhia colabora com profissionais de saúde em todo o mundo para aumentar o ritmo da inovação. Seus produtos e soluções ajudam a tratar pacientes que sofrem de doenças ou lesões em ossos, articulações ou tecidos moles. Junto com profissionais de saúde, ajudam milhões de pessoas a viverem melhor. A Zimmer Biomet possui operações em mais de 25 países e comercializa seus produtos em mais de 100 localidades.
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