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Caio Blat anuncia únicas apresentações do espetáculo Subversão Kafka em Curitiba

 Adaptação de contos de Kafka por Rogério Blat marca inédita parceria dos primos no teatro; apresentações acontecem neste fim de semana no Guairinha

Caio Blat estrela Subversão Kafka, dirigida por ele mesmo e com roteiro do dramaturgo Rogério Blat. A peça é uma adaptação dos contos Primeira DorO Artista da Fome e JosefinaA Cantora dos Ratos, do escritor tcheco Franz Kafka. O espetáculo marca o encontro inédito dos três primos no teatro e dos atores em cena.  Em Curitiba, a peça tem únicas apresentações, de 08 a 10 de maio, sexta a domingo, no palco do Guairinha. Os ingressos já estão à venda, pelo Disk Ingressos, a partir de R$ 70.

O espetáculo, que conta com trilha sonora ao vivo do pianista, arranjador e compositor de música original de diversas obras no teatro e no audiovisual Fernando Moura, reúne três dos últimos contos de Kafka que falam sobre a condição do artista no mundo contemporâneo, confrontando a dedicação insana à perfeição artística ao talento que beira a fraude. No palco, os atores apresentam o último espetáculo em um teatro em ruínas e com o impacto do absurdo sobre suas vidas, e desconstroem Kafka com ousadia e humor, convencidos que o fim dos tempos chegou.

O meu primo Ricardo é a maior inspiração da minha carreira, ele é um ator imprevisível, ‘ameaçador’, magnético. Em parceria com meu primo Rogério, eles criaram alguns dos espetáculos que mais me marcaram, como O Patinho Feio, em que o Ricardo fazia um solo apavorante e delirante com adaptação do Rogério. É um absurdo que eu nunca tenha trabalhado com eles. Mas agora esse absurdo está sendo corrigido e esse desejo está sendo realizado de uma forma sublime. É um sonho fazer Kafka, um dos artistas que eu mais amo e temo, com a adaptação do Rogério, e contracenando um dos maiores atores desse país, que é o Ricardo Blat”, comenta Caio Blat.

Para escrever Subversão Kafka, Rogério pesquisou sobre vida e obra do autor para buscar uma tradução cênica autêntica, viabilizando no palco através da ação, um sonho-pesadelo, a destruição e a renovação dos conceitos intrigantes de Kafka.

Os três contos se intercalam com situações desafiadoras vividas pelos atores no espetáculo envolvendo a plateia no contrassenso dos acontecimentos. Como é um projeto familiar, meu principal objetivo foi escrever uma peça que meu irmão e meu primo se divertissem a cada apresentação, consolidando a união e o afeto que existe entre nós”, explica o dramaturgo.

 

SINOPSE

Diante da ruína de uma companhia de Teatro de Variedades, dois artistas remanescentes realizam o último espetáculo, que tem como atração a famosa cantora Josefina – uma rata. Para surpresa dos atores, que já nem contavam com público, os ratos comparecem em peso para desfrutar da sublime arte da diva inigualável. Porém, a apresentação se torna incerta quando a cantora é anunciada e não entra em cena. Verificam que ela ainda estaria se preparando e pedem paciência ao público. Diante dessa adversidade, os atores são obrigados a improvisar para conter a ansiedade da plateia.

Já que é o derradeiro dia, eles resolvem homenagear personalidades que fizeram história na companhia e merecem ser lembrados, como o trapezista que se dedicou tanto à sua arte que nunca mais quis descer do trapézio, e o jejuador, que sofre profundamente quando o público passa a rejeitar o seu sagrado ofício. Ambos dedicaram suas nobres vidas à busca do êxtase da perfeição; porém, a plateia quer mesmo é ver e ouvir Josefina. Afinal, ela é um mito. O seu canto hipnotiza multidões e abranda as dores mais agudas desses tempos tão difíceis. Quando, finalmente, os acordes anunciam a sua entrada e ela surge com sua aparência imperial, todos silenciam e quase param de respirar. Josefina joga a cabeça para trás, abre sua boquinha rosa-pálida e emite um som — ou melhor, um guincho estridente inigualável. Mas o que tem esse canto que a tornou tão famosa?

 

FICHA TÉCNICA
Com Caio Blat e Pedro Henrique Müller
Texto: 
Rogério Blat
Direção: Caio Blat
Trilha Sonora Ao Vivo: Fernando Moura
Assistente de Direção: Pedro Henrique Muller
Preparação de Corpo: 
Dani Visco
Preparação de Voz: 
Agnes Moço
Iluminação: 
Sarah Salgado
Cenografia: 
José Dias
Assistente de Cenografia: 
Talita Nascimento
Cenotécnico: 
José Galdino dos Reis
Figurino: 
Isabela Capeto e Antônio Rocha
Assessoria de Imprensa: 
Ligia Lopes | Urbana Cultural
Comunicação e Marketing:
 Lucas Sancho
Produção Executiva: 
Natália Oliveira e Xandy
Direção de Produção: 
Miçairi Guimarães e Sandro Chaim
Produção Geral: 
Magic Arts
Realização: 
Fyre Entretenimento
SAC: Carinne Namba

 

CAIO BLAT | Diretor e ator

Com 36 anos de uma carreira consolidada, sendo 24 dedicados à Rede Globo, o ator, produtor e diretor paulistano Caio Blat, de 45 anos, é um dos maiores nomes da cena artística brasileira que atualmente foca em desenvolver e impulsionar seus próprios projetos, transitando entre a atuação e a direção no teatro e no audiovisual.

Trabalhou com grandes nomes da cena teatral brasileira, como Felipe Hirsch, Fauzi Arap, Domingos Oliveira, Elias Andreato, além de Bia Lessa, em Grande Sertão Veredas, que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor ator em 2018.

Ao lado de Manoel Candeias, Caio é autor da adaptação do clássico da literatura Os Irmãos Karamázov, do russo Fiódor Dostoiévski. Dirigida por Caio e Marina Vianna, a peça nasceu após 20 anos de estudo e amadurecimento dos autores, a partir da leitura de diversas traduções e adaptações até a montagem final. Sucesso de público, o espetáculo recebeu dois prêmios Bibi Ferreira e está indicado ao prêmio Shell.

Sua estreia na direção foi em 2022, com o longa-metragem O Debate, escrito por Guel Arraes e Jorge Furtado, autores do livro homônimo que deu origem ao filme. Protagonizado por Debora Bloch e Paulo Betti, o filme foi rodado, montado e lançado em um tempo recorde de dois meses e muito elogiado pela crítica. No teatro, dirigiu as peças A Frente Fria Que A Chuva Traz, de Mário Bortolotto, em codireção com Caco Ciocler, em 2005; e Êxtase, de Walcyr Carrasco, com Daniel de Oliveira e Caco Ciocler no elenco, vencedora do prêmio Shell de melhor texto, em 2001.

No streaming, seus últimos trabalhos foram na novela Beleza Fatal (Max), escrita por Raphael Montes e com direção-geral de Maria de Médicis e direção de Giovanna Machline, Matheus Senra e Rafael Miranda, além do próprio Caio, que também integra o elenco da trama; e em Mar Branco (Netflix), série portuguesa de sucesso global desde a estreia.

 

ROGÉRIO BLAT | Dramaturgo

Autor de mais de 40 textos teatrais, indicado ao Prêmio Shell em 2008, vencedor de Prêmios Mambembe, Coca-Cola, entre outros. Começou sua carreira como assistente de direção de Ademar Guerra, foi assistente de direção do Projeto Pixinguinha quando trabalhou com grandes nomes como Jackson do Pandeiro, Marlene, Gonzaguinha e Antônio Adolfo. Com Alceu Valença realizou os shows Coração Bobo e Cinco Sentidos, como diretor de cena. Fez iluminação para shows de Ivan Lins e Geraldo Azevedo. Seu primeiro texto encenado foi Os Germens da Discórdia, com trilha de Lulu Santos. Foi autor da consagrada trilogia Andersen, O Contador de Histórias, e, com o monólogo O Patinho Feio, representou o Brasil no Festival de Teatro Jovem de Lyon, na França, em 1997. Fundador da ONG Palco Social – Oficina de Criação de Espetáculo, junto ao diretor Ernesto Piccolo, escreveu 16 espetáculos musicais, entre eles Funk-se, O Futuro Era Hoje, Com o Rio na Barriga, Dá um Jeitinho Aí, Criança Quero Ser Quando Crescer, Diferente Igual a Gente e Sorria – Você Está Sendo Roubado. Dirigiu espetáculos de sua autoria como Pamonha e Panaca e No Meio Do Nada. Também teve textos, como Camarão Azul e Feiki – É tudo Mentira, encenados recentemente. Como roteirista de TV escreveu para os programas Vida Ao Vivo Show, Linha Direta e Sandy e Junior na TV Globo. Fez preparação de atores para os Filmes 174 - Última Parada, Sonhos Roubados e Ó Paí Ó, entre outros. Desde 2016, realiza, junto a seu irmão Ricardo Blat, Oficinas de Teatro para crianças, jovens e adultos no Sesi Macapá.

 

SERVIÇO – SUBVERSÃO KAFKA EM CURITIBA

Quando: 08, 09 e 10 de maio de 2026 (sexta-feira, sábado e domingo)

Onde: Guairinha - Salvador de Ferrante (Rua XV de Novembro, 971)

Horários: sexta-feira e sábado, às 20h e domingo às 18h

Ingressos: os ingressos variam de R$ 70 a R$ 140 variando de acordo com o setor e modalidade escolhidos

FORMA DE PAGAMENTO

  • Dinheiro, PIX, cartão de débito e crédito.
  • Parcelamento em até 03x com juros

Vendas: Disk Ingressos (diskingressos.com.br)

 

Pontos de Vendas: 

Guairão: de segunda a sexta-feira, das 10h às 14h e das 15h10 às 19h

Shopping Mueller: de segunda a sexta, das 10h às 22h, aos sábados, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h

Teatro Positivo: de segunda a sexta, das 11h às 15h e das 16h10 às 20h. Sábado das 17h às 21h. Domingo somente em dias de espetáculos

Teatro Fernanda Montenegro: de segunda a sexta, das 10h às 14h e das 15h10 às 18h. Sábado das 12h às 16h e das 17h10 às 20h

 

Classificação: 14 anos (Menores de 14 anos apenas acompanhados pais/responsável legal. Sujeito a alteração, conforme decisão judicial)

Realização: Fyre Entretenimento

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