Pátio Batel anuncia a 2ª edição do Vestir o Olhar e aproxima arte e moda em ocupação com nove artistas

 A exposição de arte de 16 de setembro a 18 de outubro, tem curadoria de Ana Carolina Ralston, homenagem à artista Efigênia Rolim e traz nomes como Ronaldo Fraga e Jum Nakao



O Pátio Batel anuncia a segunda edição de Vestir o Olhar, ocupação de arte contemporânea que transforma o shopping em uma grande galeria aberta ao público. Depois de uma estreia que instalou, no último ano, obras de nove artistas por três andares, a mostra retorna ainda mais próxima da moda, guiada pelo mote "a arte compõe e a moda expõe". A exposição tem visitação aberta de 16 de setembro a 18 de outubro, com curadoria de Ana Carolina Ralston e produção da Ayo Cultural.

Em 2026, Vestir o Olhar constrói seu próprio território no átrio do shopping. A curadoria reuniu trabalhos vindos de acervos, museus, galerias e colecionadores particulares, ao lado de criações concebidas especialmente para a mostra. O fio condutor é a relação entre o vestir e o olhar: obras que partem de diferentes linguagens e materiais para revelar distintas visões sobre a arte, o corpo e o modo como nos relacionamos com aquilo que vestimos e adornamos. Reunidas, elas criam possibilidades de encontro entre arte e moda, ampliando o olhar sobre essas linguagens e suas interseções.


"O principal ponto é conectar com maior força e propriedade a relação entre arte e moda. Se, na primeira edição, convidamos artistas visuais que já tinham colaborações com a moda, mas que, na sua essência, trabalhavam as artes plásticas, neste segundo momento reunimos artistas que permeiam os dois mundos, com trajetórias significativas na arte e na moda e que fazem essa costura de uma forma única", afirma a curadora Ana Carolina Ralston.


Uma galeria no coração do Pátio

Toda a ocupação se concentra no átrio do shopping, transformado em uma galeria cenográfica. Um portal de entrada recebe o público e dá acesso às ilhas expositivas, uma para cada artista. "A arte é um dos pilares da nossa marca e está presente na forma como pensamos a experiência no Pátio Batel. Não somos apenas um centro de compras: somos também um espaço que aproxima as pessoas da cultura, seja por meio das nossas exposições, do nosso acervo ou de iniciativas como o ateliê da artista Guita Soifer no subsolo. A mostra Vestir o Olhar nasce desse propósito de encantar e de ampliar o repertório cultural dos nossos clientes e evidenciar a conexão entre os universos da arte e da moda", afirma Camila Fleischfresser, head de marketing do Pátio Batel.

A segunda edição presta uma homenagem a Efigênia Rolim, uma das mais originais artistas populares radicadas em Curitiba, falecida este ano, conhecida como a "Rainha do Papel de Bala" por transformar materiais descartados em vestidos, adornos e esculturas de cores vibrantes. A ação celebra uma artista cuja pesquisa aproximou de forma pioneira a apropriação de materiais e a arte do vestir, além de reconhecer seu papel como professora e educadora e sua importância para a produção artística da região Sul do Brasil.


Nove nomes entre a arte e a moda

A seleção de Vestir o Olhar 2026 reúne artistas de acervo consagrado e criadores em plena atividade, todos habitando a fronteira entre as artes visuais e a moda:

  • Efigênia Rolim: a "Rainha do Papel de Bala" fez do descarte a sua matéria-prima, transformando embalagens e materiais reciclados em roupas e esculturas. Sua obra aproxima arte e moda pelo reaproveitamento de materiais e pela roupa como território de identidade, afeto e criação, em uma pesquisa que antecipou discussões muito presentes na arte contemporânea.

  • Guita Soifer: uma das mais importantes artistas paranaenses, transita entre gravura, pintura, fotografia e instalação. Seu trabalho investiga memória, matéria e transformação, dialogando com a construção visual do corpo e da imagem.

  • Janet Vollebregt: artista holandesa com base entre Brasil e Europa, cria instalações e esculturas que exploram corpo, espaço e energia. Sua pesquisa integra arte, design e arquitetura em experiências sensoriais que vestem espaços.

  • Jum Nakao: um dos nomes mais relevantes da moda autoral brasileira, ficou conhecido pelo icônico desfile "A Costura do Invisível", onde roupas de papel foram rasgadas diante do público. Sua obra aproxima moda, arte e performance ao questionar os processos e o consumo da indústria.

  • Labô Young: investiga identidade, cultura urbana e visualidade contemporânea em tramas que evocam a Amazônia e dialogam com a estética da moda. Para a mostra, o artista produz peças especialmente concebidas para a exposição.

  • Nathalie Edenburg: artista, modelo e joalheira, transita entre a pintura e o design de joias. Sua produção explora formas orgânicas e processos intuitivos em um surrealismo que veste o corpo e o adorno. 

  • Nazareth Pacheco: com trajetória consolidada, trabalha materiais como vidro, cristais e metal para explorar o corpo como território de investigação. Sua obra evoca o adorno e tensiona a fronteira entre beleza e dor, desejo e desconforto.

  • Nino Cais: trabalha com fotografia, colagem e objetos, usando roupas e elementos domésticos do cotidiano. Sua obra aproxima arte e moda de forma poética e conceitual, deslocando o sentido das coisas comuns.

  • Ronaldo Fraga: um dos principais estilistas do país, constrói coleções que narram histórias e identidades culturais do Brasil. Sua prática ultrapassa a moda e trata o desfile como linguagem artística e crítica.


         Parceria com o Museu Oscar Niemeyer


      Nesta edição, Vestir o Olhar ganha um parceiro de extrema importância para as artes: o Museu Oscar Niemeyer (MON), que empresta uma das obras de Efigênia Rolim, de sua coleção, para compor a mostra no Pátio Batel. A parceria se estende também à programação audiovisual, com uma curadoria de videoarte de seu acervo exibida na tela central da ocupação. Para aprofundar o encontro com a obra da artista Efigênia Rolim, o MON instala ainda um totem de venda de ingressos no shopping, convidando o público a estender a experiência e visitar "Efigênia Rolim: A Poética do Resíduo", mostra-homenagem que o museu dedica à artista em seu novo espaço, no final do túnel, a partir de 16 de setembro.


Agenda com talks, visitas guiadas e mais

Vestir o Olhar se propõe como uma experiência a ser vivida ao longo de mais de um mês, com programação gratuita e aberta ao público. Estão previstas visitas guiadas semanais, às terças-feiras, que conduzem o visitante pelas obras, além de oficinas para adultos, durante a semana, e para crianças, aos finais de semana. As oficinas infantis serão operadas pela UniDanitê Brinca Lab e conduzidas por uma arte-educadora, assim como as oficinas voltadas ao público adulto.


A programação de oficinas convida o público a experimentar na prática algumas das linguagens presentes na exposição. Entre as atividades estão Customização de Roupa, que propõe transformar peças com novas criações; Caderno de Artista, voltada à construção de um diário visual pessoal; Mosaico: Pequenas Partes, Grandes Imagens, que explora composição e fragmentação; e Colagem, Cor e Camadas, dedicada à sobreposição de materiais e texturas. Algumas das oficinas são inspiradas diretamente em obras e processos criativos dos artistas presentes em Vestir o Olhar, aproximando ainda mais o público do universo de cada um deles.


A mostra trará uma série de cinco talks já confirmados, que reúnem nomes de peso da moda e da cultura, como Ronaldo Fraga, Luiza Brasil, Thai de Melo, Tete Conde, André Carvalhal, Chaouiche, Carollina Lauriano, Priscila Monteiro e Mariah Salomão Viana, em conversas sobre criação, desfile, arte e bem-estar. 

Confira a programação completa de talks:

Dia 16/09: "Quem é o que faz um Diretor Criativo" com Ronaldo Fraga e Chaouiche, com mediação Mariah Viana. 

Dia 23/09: "Qual a função dos desfiles de moda" com Tete Conde e Luiza Brasil, com mediação de Lais Machado.

30/09: "Moda é arte? O debate centenário" com Thai de Melo e Carollina Lauriano. 

07/10: "A Bienal da Moda e a história da moda no Paraná", com Luiz Gustavo Vidal, Mariah Viana e Diego Godoy. 

14/10: "Arte como suporte para construção de branding" com André Carvalhal e Priscila Monteiro, com mediação de Ana Luisa Torres.


Vestir o Olhar na Bienal de Curitiba

Vestir o Olhar integra a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, que acontece até novembro de 2026 e reúne mais de 300 artistas de 38 países em exposições, instalações e ações urbanas espalhadas pela cidade. Ao aproximar arte e moda em uma ocupação inédita no Pátio Batel, a mostra soma-se ao tema "LIMIARES" da Bienal, ampliando os diálogos sobre fronteiras e interseções entre linguagens contemporâneas.


Serviço

Vestir o Olhar 2ª edição

16 de setembro a 18 de outubro, no horário de funcionamento do shopping

Local: Pátio Batel, Av. do Batel, 1868, Curitiba (PR) - Átrio do Piso L1

Entrada: gratuita

Curadoria: Ana Carolina Ralston e Produção Ayo Cultural

Programação: visitas guiadas e talks gratuitos (inscrições pelo app do Pátio Batel, pelo programa Singular). Oficinas também terão inscrições pelo app do Pátio Batel, com valor fixo de R$45. 

Mais informações e agenda de talks, oficinas e visitas guidadas em: patiobatel.com.br/vestiroolhar


Sobre o Pátio Batel

Entretenimento, cultura, lazer e compras em um local singular de Curitiba. O Pátio Batel é o único shopping do segmento luxo do Sul do Brasil, com aproximadamente 190 estabelecimentos, entre eles 72 lojas exclusivas como Prada, Burberry, Gucci, Carolina Herrera, Louis Vuitton e Tiffany & Co. Em seus 12 anos de história, o Pátio Batel se consolida como "único em todos os sentidos": um espaço pensado para acolher em uma experiência completa de bem-estar, moda e luxo.

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