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Brincando Hip Hop convida crianças a uma imersão lúdica na cultura Hip Hop


 

Brincando Hip Hop convida crianças a uma imersão lúdica na cultura Hip Hop

Nos dias 24 e 25 de outubro, o Teatro da Vila, na CIC, recebe o evento Brincando Hip Hop. São vivências, oficinas e apresentações que levam as crianças a um mergulho na cultura Hip Hop, movimentando arte, corpo e voz — tudo com acessibilidade. O projeto tem caráter educativo e a entrada é gratuita e livre para todas as idades.

Entre os artistas participantes, estão mulheres negras da cena curitibana, numa programação que envolve música, dança, artes visuais e contação de histórias. Um dos destaques é o pocket show e oficina de rimas da MC mirim Liah Vitória, de 12 anos. As atividades ocupam diversos espaços do Teatro da Vila, levando as crianças a vivenciar o espaço dos artistas.

O teatro conta com acessibilidade arquitetônica, garantindo o acesso físico aos ambientes. O evento também oferece interpretação em Libras e passeio sensorial com texturas, sons e movimentos, para crianças e adultos com deficiências visuais - além de audiodescrição e autodescrição.

 

Os cinco elementos do Hip Hop

MC, Graffiti, DJ, Breaking e Conhecimento. São estes os cinco elementos fundamentais da cultura Hip Hop, que ganham vida ao longo da programação. Juntos, eles formam um caminho de aprendizado e pertencimento, reforçando a cultura e a identidade periférica e afro-brasileira. Embora nem sempre reconhecido como elemento formal, o Conhecimento está presente por conectar todos os demais e fortalecer a consciência social que sustenta o movimento, em homenagem ao artista Afrika Bambaataa, um dos fundadores do Hip Hop.

  1. MC é conduzido pela cantora Liah Vitória, de 12 anos, em pocket show e oficina de rimas.
  2. Graffiti é explorado pela artista e pesquisadora Jua, que conduz experiências de pintura e experimentação com tintas e spray.
  3. O elemento DJ é apresentado por Babi Oeiras, com um set de músicas afroindígenas voltado às infâncias.
  4. E o Breaking fica por conta de Maycon Souza, que encerra o evento com uma roda aberta de dança.
  5. Conhecimento aparece nas contações de histórias do Grupo Baquetá, que apresenta a origem e os valores do movimento.

Entre as oficinas e apresentação, o MC Osvaldo Serra fará as interações com o público presente. O MC tem um projeto de Hip Hop nas escolas (Mova-se Hip Hop).

Histórico

Brincando Hip Hop nasce da trajetória de Maycon Souza, artista, produtor cultural e B-Boy (dançarino de Breaking). Foi no Hip Hop que ele encontrou um caminho de expressão criativa e construção de identidade, de forma autodidata. “Conheci a cultura Hip Hop há 18 anos, quando morava no Sítio Cercado, zona sul de Curitiba. Desde então, venho vivenciando a cultura, as pessoas, os lugares e participando de eventos”, relembra Maycon, que é amigo de infância do MC Osvaldo Serra e seu parceiro de Breaking desta época.

Uma parte importante na criação do evento é o trabalho do Grupo Baquetá, que desenvolve pesquisas voltadas às infâncias negras e indígenas. “A ideia do evento surgiu desse trabalho com o Baquetá, de trazer as potências da cultura e as possibilidades de criação de forma lúdica, através da contação de histórias”, conta o artista.

O artista coleciona troféus. Alguns deles são o Concurso Prêmio Palmares de Arte (2021), o prêmio Memorial de Vivências no eixo Diversidade Cultural – HIP HOP e Prêmio Cultura Viva Construção Nacional do Hip-Hop 2023 (2024). Para ele, o Brincando Hip Hop é uma forma de relembrar a infância e inspirar novas gerações a se apaixonarem pelos elementos do Hip Hop, descobrindo conexões pessoais com a riqueza desse universo e, quem sabe, tornando-se artistas, autodidatas ou não, assim como Maycon.

 

Ação socioeducativa

Além da edição aberta ao público, o projeto realiza uma contrapartida social no dia 24 de outubro, voltada a escolas municipais, em formato de rodízio de oficinas. Também será lançado um livreto educativo, com linguagem acessível, distribuído em formato digital e impresso, fortalecendo a aplicação da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio — e oficializa o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (20 de novembro) no calendário escolar.

 

Programação completa:

24 de outubro – Contrapartida social (para escolas municipais)

  • 9h30 – Contação de histórias sobre o Hip Hop, com Grupo Baquetá.
    Espaço da leitura com livros temáticos para crianças e adolescentes.
  • 9h50 às 10h20 / 10h30 às 11h – Rodízio de oficinas (20 crianças por grupo):
    • Oficina de Graffiti, com Jua – experimentação de spray em mural de compensado.
  • Aulão de Breaking, com Maycon Souza e DJ Babi Oeiras.
  • 11h00 – Show com MC Liah Vitória e DJ Babi Oeiras.
    Atividade de rimas com as crianças.
  • 11h30 – Encerramento.

25 de outubro – Edição aberta ao público

  • 13h30 – Contação de histórias sobre o Hip Hop, com Grupo Baquetá.
    Espaço de leitura e experimentação.
  • 13h50 – Oficina de Graffiti, com Jua – experimentação com spray em mural de compensado.
  • 14h40 – Apresentação do elemento DJ, com Babi Oeiras – set de músicas afroindígenas voltado às infâncias.
  • 15h00 – Aulão de Breaking, com Maycon Souza e discotecagem de DJ Babi Oeiras.
  • 15h40 – Passeio sensorial para pessoas cegas e com baixa visão – experimentação de movimentos e pintura de mural com trilha sonora ao vivo.
  • 16h00 – Show com MC Liah Vitória e DJ Babi Oeiras – atividade de rimas com as crianças.
  • 16h40 – Microfone aberto para rimas e slam.
  • 17h00 – Pocket show com o Grupo Baquetá – roda de Breaking aberta para crianças e jovens.
  • 17h30 – Encerramento.

 

Como parte das ações socioeducativas, também ocorre o bate-papo “Hip Hop como possibilidade de letramento racial nas escolas”, ministrado por Taynara Aparecida Ferreira da Silva (Jua), com transmissão on-line. A atividade - que não tem data confirmada ainda - é voltada a profissionais da educação e propõe a abordagem do Hip Hop como ferramenta pedagógica no ambiente escolar, promovendo a consciência e o respeito pela diversidade racial. 



SERVIÇO:

Brincando Hip Hop

25 de outubro, das 13h às 17h30

Teatro da Vila – Rua Davi Xavier da Silva, 451 - Cidade Industrial de Curitiba, Curitiba - PR

Entrada gratuita

Com acessibilidade em libras, audiodescrição e passeio sensorial.

 

Ficha técnica:

Diretor artístico | Oficineiro de Breaking | Coordenação do Projeto: Maycon Souza

Contação de histórias | Pocket show: Grupo Baquetá

DJ: Babi Oeiras 

Rapper e MC: Liah Vitória

Oficineira de Grafitti | Ministrante de contrapartida social:Taynara Aparecida Ferreira da Silva (JUA) 

MC: Osvaldo Serra - Mova-se Hip Hop

Produção executiva: Kamylla Paola dos Santos

Assistente de produção: Osvaldo Serra 

Libras: Nathan Salles

Audiodescrição e passeio sensorial: RC Audiodescrição e Acessibilidade

Designer: Laís Oliveira

Fotos e vídeos: Flor Leticia

Assessoria de imprensa: Flamma Comunicação Organizacional

Apoio: Grupo Estadual Hip Hop PR

 


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