Cada vez mais adolescentes brasileiros, entre 13 e 17 anos, estão embarcando sozinhos em sua primeira viagem internacional, principalmente para programas de intercâmbio de curta e média duração. Mais do que aprender um novo idioma, a experiência tem se consolidado como um marco no desenvolvimento socioemocional dos jovens. Ao mesmo tempo, o movimento traz à tona um desafio importante: como preparar os filhos para essa jornada e, ainda, como os pais podem lidar com a ansiedade de vê-los partir por um período, mesmo que curto?
Longe da rotina familiar, adolescentes passam a lidar com decisões do dia a dia, organização pessoal e interação com pessoas de diferentes culturas. Para o estudante Pedro Prata da Cruz, de 15 anos, de Taubaté, no interior paulista, o intercâmbio de três semanas em Nova York trouxe mudanças profundas. "Eu era muito introvertido. Lá, tive que me virar, fazer amigos, resolver coisas sozinho. Até lavar roupa eu aprendi, mesmo estragando algumas peças", brinca. Segundo a mãe de Pedro, a fonoaudióloga Lianna Prata, o impacto vai além do idioma. "Ele voltou mais seguro, mais aberto e independente. Foi uma transformação visível. Faríamos tudo de novo", afirma.
A preparação prévia é um dos pilares para atenuar o choque cultural e a saudade. A estudante Lara Milhomem Braga, também de 15 anos, moradora de Imperatriz, no Maranhão, ganhou em janeiro a viagem de presente de aniversário com destino a Nova York e Orlando. "Fechei meu pacote em outubro e começamos a nos organizar. Sabíamos que estaria nevando em janeiro, então iniciamos os preparativos com roupas e itens para levar na viagem. Quanto mais perto chegava, mais crescia a ansiedade para chegar o dia do embarque", relembra. A mãe da garota, Mara Rúbia Pereira Milhomem, reforça a importância da transição gradativa: "A gente foi preparando o coração para ficar esse período longe", conta.
Vivências mais longas também reforçam os aprendizados, como no caso de Maria Isabel Haertel Piccolo, de 18 anos, que viveu cinco meses em Vancouver, no Canadá, após a conclusão do ensino médio. "A gente recebe uma estimativa de dinheiro para gastar por semana, mas é preciso controlar. Em alguns momentos, cozinhava com minhas amigas e remanejava o dinheiro para outras coisas que queríamos fazer", explica Maria Isabel, que também enfrentou mudanças na alimentação. "A adaptação da comida foi mais difícil para mim. Experimentei muita coisa e até conseguimos um restaurante brasileiro, mas voltei de lá com uma lista de desejos para comer no Brasil", brinca.
O desafio emocional: entre expectativas e realidade
A adaptação a um novo cenário cultural representa um dos principais desafios emocionais do intercâmbio. O estranhamento diante de novos costumes pode gerar desconforto inicial, mas acolher e compreender essas diferenças é um passo fundamental para o sucesso da imersão. Segundo a psicóloga Viviana Madisson, é essencial alinhar as altas expectativas dos jovens com a realidade.
"Fazer um intercâmbio é superar a própria barreira cultural, porque há diferenças na forma como o país lida com situações cotidianas. São mudanças alimentares e até no jeito de se vestir. A adaptação precisa ser feita com o apoio de familiares e de pessoas preparadas para auxiliar no processo", explica.
A especialista pontua que manter contato regular por videochamadas e construir conexões locais ajuda a amenizar a saudade e previne o isolamento. No entanto, ela alerta para o acompanhamento dos limites emocionais do jovem: "É fundamental que a família acompanhe de perto para perceber se o ambiente está sendo saudável e se o jovem tem recursos para lidar com os imprevistos. Existe uma linha muito tênue, e muitas vezes invisível, entre uma experiência de vida altamente positiva e um processo desgastante. O estímulo da família e a presença de uma rede de apoio estruturada são determinantes para desenvolver a resiliência de forma construtiva", afirma a psicóloga.
Suporte integral como chave para a segurança
Se, por um lado, o intercâmbio promove autonomia, por outro, a segurança é um fator decisivo para a tranquilidade dos pais. Programas estruturados, com suporte integral, fazem toda a diferença nessa equação.
A EF Intercâmbios, líder global em educação internacional, oferece acompanhamento completo ao estudante — desde o pré-embarque até o retorno ao Brasil. Com escolas próprias em mais de 50 cidades, em 20 países, a organização conta com equipes locais preparadas para atender os alunos com suporte integral, além de professores qualificados e suporte administrativo. Além do aprendizado em sala de aula, a experiência se estende para atividades culturais e sociais, incentivando a integração entre estudantes de diferentes nacionalidades e ampliando o repertório cultural.
"Para muitos pais, a primeira viagem internacional do filho é uma mistura de orgulho e ansiedade. Nosso papel é transformar essa insegurança em confiança. Acompanhamos as famílias desde os primeiros preparativos até o retorno ao Brasil, com orientações constantes e uma rede de suporte disponível durante toda a viagem. No destino, os estudantes encontram equipes próprias da EF, monitoramento contínuo, programação organizada e acomodações cuidadosamente selecionadas. Assim, eles ganham independência em um ambiente seguro, enquanto os pais têm a certeza de que seus filhos estão amparados em todos os momentos", destaca Heloísa Niero Dirani, gerente de Grupos da EF Brasil.
Quatro dicas antes de fazer um intercâmbio:
1-) Preparação emocional antecipada: converse abertamente sobre expectativas, medos e desafios da viagem.
2-) Organização prática: revise documentos, seguro-viagem, contatos de emergência e rotina no destino.
3-) Contato estruturado: combine dias e horários para comunicação com a família.
4-) Rede de apoio no destino: priorize programas com suporte contínuo e equipe local especializada.
SOBRE A EF Intercâmbios
A EF Intercâmbios é referência global em educação internacional, com 60 anos de experiência e presença consolidada em 20 países. A empresa conta com 50 escolas próprias, onde oferece programas educacionais de alta qualidade em até 10 idiomas, atendendo estudantes de mais de 100 nacionalidades. Com a missão de "abrir o mundo por meio da educação", a EF transforma vidas ao proporcionar experiências de aprendizado que vão além da sala de aula, promovendo conexões globais e o desenvolvimento pessoal. Seu portfólio inclui cursos de idiomas, intercâmbio cultural, ensino médio, graduação e qualificação profissional no exterior. Ao longo de sua trajetória, já impactou milhões de estudantes em todo o mundo.

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