FILMICCA reúne quatro filmes de Ousmane Sembène, o "pai do cinema africano", em setembro
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Emitaï, Ceddo, Xala e Moolaadé chegam ao catálogo ao longo das quatro sextas-feiras de setembro, formando um panorama da obra do cineasta e escritor senegalês, entre a resistência ao colonialismo francês e a crítica às elites pós-independência. |
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Cena de 'Xala', dir. Ousmane Sembène |
Neste mês, a FILMICCA reúne em sua lista de novidades uma vaga especial para Ousmane Sembène, cineasta e escritor senegalês reconhecido como o "pai do cinema africano". Os quatro longas-metragens do diretor chegam ao catálogo em cada uma das sextas-feiras de setembro, começando com Emitaï (1971), estreia da última sexta-feira (04). A programação segue com Xala (1975), nesta sexta-feira, dia 11. Posteriormente, chegam Ceddo (1977), em 18 de setembro, e Moolaadé (2004), seu último trabalho, em 25 de setembro. |
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Segundo longa-metragem de Ousmane Sembene, Emitai (1971) se passa no ano de 1942, em meio a Segunda Guerra Mundial, e narra de outra perspectiva os acontecimentos que se desenrolaram na África durante o período. Na trama, o exército colonial francês exige que uma aldeia no sul do Senegal entregue seu arroz para alimentar as tropas. Enquanto muitos dos homens são enviados à força para lutar na frente franco-alemã, as mulheres, responsáveis pela colheita, decidem esconder os grãos e resistir à requisição. O que começa como um ato de resistência silenciosa transforma-se em um confronto cada vez mais violento com o poder colonial. |
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Às vésperas da independência do Senegal, o país comemora nas ruas, mas o poder econômico colonial ainda controla o governo. Misturando comédia e sátira, Xala (1975) acompanha o empresário El Hadji Aboucader Beye que, se aproveitando de sua posição para enriquecer, desvia 100 toneladas de arroz enquanto se prepara para celebrar seu terceiro casamento. Porém, em sua noite de bodas, ele é acometido por uma misteriosa impotência, passando a acreditar que foi alvo de uma maldição. |
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Considerada uma das obras fundamentais do diretor, Ceddo (1977) acompanha a luta de um povo para preservar suas tradições em uma sociedade ameaçada pelo avanço do islamismo, do cristianismo e do comércio de pessoas escravizadas. Quando o Rei Demba War se alia aos muçulmanos e aceita a conversão de seu povo, os Ceddo sequestram sua filha, a Princesa Dior Yacine, em protesto contra a imposição da nova religião. O gesto desencadeia uma disputa pelo poder que coloca em jogo a própria identidade da comunidade. |
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Aclamado ao redor do mundo, vencendo inclusive o prêmio Un Certain Regard em Cannes, Mooladé (2004) acompanha quatro meninas que fogem do ritual de mutilação genital e procuram proteção na casa de Collé, uma mulher que se recusou a submeter a própria filha à prática. Ao invocar o moolaadé, uma tradição que garante proteção a quem busca refúgio, Collé desafia as autoridades religiosas e os homens da comunidade. |
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