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A História do Som: Novo filme de Oliver Hermanus aprofunda sua investigação sobre amor e identidade

 A História do Som: Novo filme de Oliver Hermanus aprofunda sua investigação sobre amor e identidade

Exibido na competição oficial do Festival de Cannes, longa com Paul Mescal e Josh O'Connor chega aos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro.

Reconhecido por construir retratos sensíveis e profundos sobre desejo, identidade e pertencimento, o cineasta sul-africano Oliver Hermanus apresenta em A História do Som mais um capítulo marcante de sua filmografia dedicada a personagens à margem das narrativas tradicionais. Exibido na competição oficial do Festival de Cannes, o longa chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de fevereiro, com distribuição da Imagem Filmes.

Confira a entrevista com elenco


Ambientado em 1917, A História do Som acompanha Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O'Connor), dois estudantes de música que se conhecem no Conservatório de Boston e se aproximam pelo amor em comum pela música folk norte-americana. Anos depois, eles partem juntos para uma jornada pelo interior do estado do Maine com o objetivo de registrar canções tradicionais que correm o risco de desaparecer. Ao longo da viagem, a conexão entre os dois se transforma em um envolvimento afetivo profundo — vivido com delicadeza, silêncio e intensidade contida.

O filme dialoga diretamente com temas recorrentes na obra de Hermanus, como a vivência do desejo em contextos de repressão social e a construção da intimidade em ambientes hostis. Desde "Beleza Arrebatadora", vencedor da Queer Palm em Cannes, passando por "Moffie", indicado ao BAFTA®, o diretor tem se destacado por narrativas que exploram identidades LGBT+ de forma humanizada e longe de estereótipos. Em A História do Som, esse olhar se expande para um romance atravessado pelo tempo, pela memória e pela música.

Baseado nos contos 'The History of Sound' e 'Origin Stories', do escritor norte-americano Ben Shattuck — que também assina o roteiro —, o longa transforma a música em elemento central da narrativa. As canções coletadas pelos personagens funcionam como registros de histórias pessoais e coletivas, ampliando o sentido da jornada e reforçando o cinema de Hermanus como um espaço de escuta e preservação da memória.

Assista ao Trailer


A dupla protagonista foi amplamente elogiada pela crítica internacional. O Screen Daily descreveu as atuações como "discretas e fascinantes", destacando a química entre Mescal e O'Connor. O elenco conta ainda com o vencedor do Oscar® Chris Cooper. A recepção calorosa em Cannes consolidou A História do Som como um dos trabalhos mais maduros e sensíveis da carreira do diretor.

Depois de passar pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, A História do Som estreia em circuito nacional no dia 26 de fevereiro, reafirmando Oliver Hermanus como uma das vozes mais consistentes do cinema contemporâneo ao retratar afetos, silêncios e histórias que resistem ao tempo.


Sinopse:
Em 1917, Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O'Connor) se conhecem no Conservatório de Boston, unidos pelo amor à música folk. Anos depois, eles se reencontram e partem juntos em uma viagem pelo interior do Maine para registrar canções tradicionais de ex-soldados da Primeira Guerra. Durante essa jornada que transformará suas vidas para sempre, eles descobrem que compartilham muito mais do que a paixão pela música.



Sobre o diretor:
A História do Som é o sexto longa-metragem de Oliver Hermanus, cineasta nascido na Cidade do Cabo, na África do Sul. Filho de pais ativistas que desafiaram o regime do apartheid enterrando livros proibidos no terreno de sua casa, Hermanus cresceu em um ambiente intelectual, o que o levou a se formar em Artes e Estudos Visuais. Sua estreia no cinema foi com Shirley Adams (2009), selecionado para o Festival de Locarno e vencedor do prêmio de melhor filme no South African Film Awards. Beleza Arrebatadora (2011) estreou na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes e recebeu a Queer Palm. Hermanus também dirigiu The Endless River (2015), exibido na competição oficial do Festival de Veneza, e Moffie (2019), indicado ao BAFTA. Em 2022, comandou Viver, remake do clássico de Akira Kurosawa, indicado a dois Oscars.

Elenco:
Paul Mescal | Lionel Worthing
Josh O'Connor | David White
Chris Cooper | Older Lionel
Molly Price | Lionel's mother
Raphael Sbarge | Lionel Worthing Sr.
Hadley Robinson | Belle Sinclair
Emma Canning | Clarissa Roux
Emily Bergl | Mrs. Roux
Briana Middleton | Thankful Mary Swain
Gary Raymond | William Swain
Alison Bartlett | Samantha
Michael Schantz | Bob

Ficha Técnica:
Direção | Oliver Hermanus
Roteiro | Ben Shattuck, baseado em seus contos The History of Sound e Origin Stories
Produção | Lisa Ciuffetti, Andrew Kortschak, Andrea Roa, Sara Murphy, Thérèsa Ryan, Zhang Xin, Oliver Hermanus, Gina York, Ana Leocha
Fotografia | Alexander Dynan
Montagem | Chris Wyatt
Direção de Arte | Deborah Jensen
Figurino | Miyako Bellizzi
Caracterização | Sarah Graalman, Melanie Licata, Federica Emidi, Francesca Antonetti
Música | Oliver Coates
Distribuição | Imagem Filmes
Ano e país de produção | 2025, EUA, Reino Unido, Suécia, Itália

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